Clube do Remo e Paysandu voltam a se enfrentar neste domingo (8) pelo clássico Re-Pa, que chega ao capítulo 781 da história. O duelo é considerado o confronto mais disputado do futebol mundial e movimenta o Campeonato Paraense mais uma vez, reunindo rivalidade histórica e grande expectativa das torcidas.
Vivendo momentos distintos, os dois clubes chegam ao confronto com cenários diferentes fora de campo. O Remo, atualmente na Série A do Campeonato Brasileiro, possui um investimento financeiro maior em relação ao rival, embora internamente ainda exista a avaliação de que o nível do elenco pode evoluir ao longo da temporada.
Já o Paysandu atravessa um período de reconstrução após o rebaixamento para a Série C. O clube reduziu investimentos e passou a apostar em jogadores com menor custo, muitos vindos de ligas alternativas ou ainda buscando consolidação na carreira profissional.
Dentro de campo, a diferença é menor. O Remo lidera a primeira fase do Campeonato Paraense com sete pontos, apenas um a mais que o Paysandu, que aparece logo atrás na tabela. A possibilidade de os dois clubes ficarem fora da próxima fase é considerada muito pequena, o que mantém a expectativa de novos encontros nas fases decisivas, seja em semifinais ou na decisão do título estadual.
No lado azulino, o técnico Juan Carlos Osório vem utilizando formações alternativas no estadual. Na rodada anterior, contra o Águia de Marabá, o Remo teve controle total da partida, com atuação segura e eficiente, mesmo sem grande brilho ofensivo. Existe a possibilidade de manutenção da base que atuou no meio de semana, embora o treinador tenha indicado que pode mesclar atletas utilizados na Série A por conta da importância do clássico.
No Paysandu, o clássico representa também uma oportunidade de recuperação moral. A equipe do técnico Júnior Rocha vinha embalada por duas vitórias, mas sofreu derrota por 1 a 0 para a Tuna Luso na rodada anterior. O jogo evidenciou dificuldades ofensivas e a necessidade de ajustes táticos e físicos na equipe.
Mesmo com foco nas competições nacionais ao longo da temporada, o Re-Pa segue tendo peso especial para os dois lados. Para o Paysandu, vencer o maior rival pode representar um impulso importante no processo de reconstrução. Para o Remo, manter a superioridade no momento atual reforça o projeto esportivo e a confiança do elenco.
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