O Governo do Pará consolidou, em 2025, o maior volume de apreensões de entorpecentes de sua história. Ao todo, as forças de segurança do Estado interceptaram 16,6 toneladas de drogas, superando em 25% o recorde anterior estabelecido em 2024. Os dados, consolidados pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Segup, refletem o endurecimento das ações contra o narcotráfico na região amazônica.
Raio-X das apreensões
O balanço detalhado de 2025 revela uma mudança significativa no perfil das apreensões, com um aumento expressivo no confisco de drogas de alto valor agregado:
- Cocaína: 6,6 toneladas (mais que o dobro das 2,9 toneladas de 2024).
- Maconha: 10 toneladas.
- Total Acumulado (2019-2025): 67,3 toneladas retiradas de circulação em sete anos.
O “Escudo” nos Rios: Bases Fluviais e Blindados

A estratégia de controle das rotas aquáticas é apontada como o principal fator para o sucesso das operações. Com a implementação das Bases Fluviais Integradas em Breves (Marajó) e Óbidos (Baixo Amazonas), o Estado passou a monitorar corredores fluviais que antes eram utilizados livremente pelo crime organizado.
O secretário de Segurança Pública, Ed-Lin Anselmo, destaca que o aparelhamento foi decisivo. “O governo adquiriu seis lanchas blindadas e 19 embarcações leves, aumentando nossa capacidade de fiscalização em locais antes inacessíveis. Anteriormente, a fiscalização era inexistente por falta de investimento”, pontuou o titular da Segup.
“Nos últimos seis anos, acumulamos mais de 63 toneladas confiscadas. Isso reforça que as políticas de segurança estão dando certo, graças ao trabalho incansável das agências de inteligência e investigações precisas”, afirmou Ed-Lin.
Expansão da Vigilância: Nova Base no Baixo Tocantins
Para manter a trajetória de queda na criminalidade e aumento nas apreensões, o Estado planeja expandir sua presença nos rios. Até o final do primeiro semestre de 2026, está prevista a instalação de uma nova Base Fluvial Integrada no Baixo Tocantins.
A estrutura seguirá o modelo de sucesso das anteriores, reunindo diferentes forças de segurança para atuar em três frentes principais:
- Combate ao Narcotráfico: Bloqueio de rotas de escoamento.
- Crimes Ambientais: Fiscalização contra exploração ilegal de recursos.
- Segurança da População Ribeirinha: Redução de roubos a embarcações (pirataria).

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