Ao todo, 13 salas de aula serão erguidas em uma área estratégica do Parque Estadual do Utinga, em Ananindeua, voltadas para um modelo de ensino com ênfase ambiental e florestal.
A nova unidade escolar nasce de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), com foco na integração entre aprendizado, conservação e uso sustentável do parque.
O processo para construção avançou após a publicação do edital de licitação no Diário Oficial do Estado, autorizando a contratação de empresa especializada para executar a obra seguindo o padrão do FNDE. A área escolhida para receber a escola é classificada como zona de alta intervenção, local permitido para estruturas públicas previstas no plano de gestão da unidade de conservação.
A proposta surgiu a partir de reivindicações da sociedade civil, levadas aos Conselhos Gestores do Parque do Utinga e da APA Belém. O pedido foi debatido, aprovado e incluído como uma das condicionantes ambientais da obra da Avenida Liberdade, fortalecendo a participação popular nas decisões públicas.
Segundo a Seduc, a unidade deve atender principalmente moradores do entorno, ampliando o acesso à educação pública com uma proposta pedagógica voltada para a sustentabilidade.
“Esta escola é um marco para a educação pública, especialmente para quem mora na área de Águas Lindas. Primeira unidade de ensino que será sustentável e também vai atender uma demanda muito esperada de quem mora no entorno. A construção da ‘Escola da Floresta’ vai trazer uma questão de identidade para os nossos alunos. Buscamos, de alguma maneira, a consciência ambiental, a consciência de pertencimento, não só com relação ao meio ambiente, mas também com relação àquilo que se espera de uma escola”, disse Ricardo Sefer.
Para o presidente do Ideflor-Bio, o projeto representa uma conquista construída com diálogo.
“Essa escola é fruto do diálogo, da escuta ativa da comunidade e do compromisso do Governo do Estado com uma educação que valoriza o meio ambiente. É uma conquista coletiva, construída com responsabilidade e visão de futuro, da qual o Ideflor-Bio se orgulha de fazer parte”, destacou Nilson Pinto.
Responsável pela gestão do parque, Júlio Meyer reforçou o impacto da iniciativa para as próximas gerações.
“O Utinga cumpre um papel fundamental na conservação e na educação ambiental. Ter uma escola com ênfase florestal integrada a esse espaço é fortalecer a relação das novas gerações com a natureza e com a cidade, garantindo que o desenvolvimento aconteça de forma sustentável”, afirmou.
Além da construção, o edital prevê a elaboração do projeto executivo, garantindo que a estrutura atenda critérios técnicos, pedagógicos e ambientais.
A futura escola deve ampliar o papel do Parque do Utinga como espaço de educação ambiental, pesquisa e conscientização, aproximando estudantes da realidade da floresta urbana.










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