Mulheres ocupam apenas 27% das secretarias nos estados e capitais da região Norte, segundo dados do Censo das Secretárias. Na prática, isso significa que menos de três a cada dez pastas são comandadas por mulheres, mostrando que elas ainda têm pouca presença nos cargos mais importantes do poder público.
Mesmo sendo maioria da população, as mulheres continuam com participação reduzida nos espaços onde as decisões são tomadas, como cargos comissionados e funções de confiança dentro do Executivo. No Brasil, a situação é parecida. De 1.231 secretarias analisadas, apenas 341 são ocupadas por mulheres, o que representa 28% do total. A maior parte, ainda está nas mãos de homens com 72%.
Debate começa a avançar no Pará
Em Belém, o tema já chegou à Câmara Municipal. A vereadora Vivi Reis (PSOL) apresentou, em março, um projeto indicativo que propõe a criação de cotas de gênero para cargos comissionados na gestão pública.
A proposta faz parte de um movimento nacional que busca aumentar a presença de mulheres, principalmente mulheres negras, nos espaços de decisão. Se avançar, Belém pode se tornar a primeira capital do país a adotar esse tipo de política no Executivo.
Segundo a parlamentar, a proposta busca ampliar a presença feminina nos espaços de decisão. “A iniciativa busca garantir que mais mulheres ocupem espaços de decisão dentro da administração pública. Não existe democracia de verdade sem mulheres no poder”, afirmou.
Na região Norte, há até uma presença maior de mulheres negras e indígenas entre as secretárias, o que acompanha a realidade da população local. Mesmo assim, os cargos de maior poder continuam, em sua maioria, ocupados por homens.Especialistas apontam que essa diferença pode impactar diretamente as políticas públicas, já que menos diversidade nos espaços de decisão pode significar menos atenção às diferentes realidades da população.
Ano eleitoral aumenta discussão
Com a proximidade das eleições, o debate sobre quem ocupa os espaços de poder ganha ainda mais força. Além da escolha de representantes, também cresce a discussão sobre quem participa das decisões dentro do governo. Nesse cenário, propostas como a criação de cotas na gestão pública aparecem como uma forma de tentar reduzir desigualdades históricas e ampliar a presença de mulheres nos cargos de decisão.
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