MPF convoca reunião pública sobre reassentamento da Vila da Barca, em Belém - Estado do Pará Online

MPF convoca reunião pública sobre reassentamento da Vila da Barca, em Belém

Reunião vai discutir proposta de reassentamento que enfrenta resistência de moradores da comunidade

Parte da população é contra deixar a área e defende permanência na Vila da Barca. (Foto: João Paulo Guimarães)

O Ministério Público Federal (MPF) convocou moradores da Vila da Barca, em Belém, para uma reunião pública que vai discutir o projeto de reassentamento da comunidade. O encontro está marcado para o dia 9 de abril, às 15h, na sede do órgão, localizada na Rua Domingos Marreiros, no bairro do Umarizal.

A reunião terá como foco o Projeto Federal de Compra Assistida, proposto pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), que prevê a realocação das famílias que vivem na área. A proposta faz parte de políticas habitacionais voltadas à retirada de moradores de áreas consideradas de risco ou insalubres.

No entanto, o MPF informou ter recebido uma denúncia formal de moradores da comunidade, que manifestam oposição ao projeto. Segundo os relatos, parte da população defende a permanência no local e a continuidade do projeto “Palafita Zero, Morando Melhor”, argumentando que a retirada pode comprometer vínculos sociais, culturais e históricos construídos ao longo dos anos.

Diante do impasse, o Ministério Público destacou que o objetivo do encontro é promover um espaço de escuta, diálogo e transparência, garantindo a participação popular nas decisões que impactam diretamente o território e assegurando o direito à moradia digna.

Para o debate, também foram convidados representantes da Secretaria Municipal de Habitação, Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA), Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Comissão de Habitação e Regularização Fundiária da Câmara Municipal de Belém e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O MPF informou ainda que a participação presencial será limitada a 120 pessoas, devido à capacidade do auditório, e reforçou a importância do envolvimento da sociedade no processo de discussão.

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