Irregularidades identificadas em vistoria recente colocaram a feira municipal de Cametá no centro de uma discussão conduzida pelo Ministério Público do Estado do Pará. O objetivo é reorganizar o espaço e reduzir riscos à saúde da população.
Durante reunião com representantes do município e órgãos públicos, foram traçadas ações para reordenar a feira, incluindo estudos sociais com as famílias que atuam no local e análise técnica de um novo projeto estrutural.
A proposta prevê maior atuação da Vigilância Sanitária e integração com setores como assistência social e meio ambiente, após a identificação de falhas no funcionamento atual.
Entre os encaminhamentos, ficou definido que a Secretaria de Assistência Social ficará responsável por mapear os trabalhadores, enquanto a Vigilância Sanitária deve avaliar as condições da nova estrutura.
Também entrou na pauta a cadeia produtiva do açaí. O MPPA defendeu o reforço imediato na fiscalização sanitária, principalmente para prevenir casos de Doença de Chagas, associados ao consumo inadequado do produto.
Uma das medidas discutidas foi a criação da chamada “Casa do Açaí”, com equipe fixa dedicada ao monitoramento, fiscalização e orientação dos trabalhadores do setor.
A proposta inclui ainda capacitação contínua e acompanhamento das etapas de produção, com definição de prazos para implantação e escolha dos profissionais envolvidos.
Outro ponto debatido foi a criação de uma comissão multissetorial, que deve acompanhar de forma permanente as ações e garantir o cumprimento das medidas estabelecidas.
A expectativa é que as mudanças avancem nos próximos meses, com foco na melhoria das condições sanitárias e organização dos espaços de comercialização na cidade.
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