A morte de um cachorro após uma cirurgia realizada em um hospital veterinário municipal de Belém gerou questionamentos sobre o atendimento oferecido na rede pública. O caso envolve o animal Dunga, de 8 anos, que morreu após complicações no pós-operatório.
De acordo com o relato do tutor, o cão da raça yorkshire passou por uma cirurgia para retirada do baço, chamada esplenectomia, no dia 10 de março. Segundo ele, o procedimento ocorreu sem intercorrências e foi finalizado ainda nas primeiras horas da noite, com o animal sendo liberado para casa no mesmo dia, com prescrição de medicamentos.
No entanto, ao chegar à residência, Dunga apresentou piora no quadro de saúde e precisou ser levado novamente para atendimento na unidade pública. O tutor afirma que houve demora no atendimento e falta de estrutura para internação, relatando que o animal teria ficado por horas sem assistência adequada.

Ainda segundo o relato, a família foi orientada a procurar uma clínica particular devido à ausência de leitos na unidade pública. Diante da situação, o cachorro foi encaminhado às pressas para atendimento privado, onde foi internado em Unidade de Terapia Intensiva, mas não resistiu.
O tutor informou que o animal sofreu quatro paradas cardiorrespiratórias antes de morrer. O atestado de óbito aponta parada cardiovascular como causa da morte. Ele também relatou que exames anteriores já indicavam arritmia, mas que, mesmo assim, teria recebido a informação de que a cirurgia não apresentava riscos.
Em relato à equipe do EPOL, Deiner descreveu o impacto da situação na família. “Compramos até a roupinha dele para a cirurgia. Ficamos horas esperando para atendimento. Minha mulher é hipertensa e passou mal. Dunga era como um filho pra nós”, afirmou.
Ele também compartilhou vídeos do animal e momentos da convivência familiar, destacando o vínculo afetivo construído ao longo dos anos.
Após o óbito, o corpo de Dunga foi encaminhado para cremação, e a família realizou uma homenagem. Segundo o tutor, o animal tinha forte vínculo afetivo com os donos, tendo chegado à família em um momento delicado, após a perda da filha do casal.

O tutor afirmou ainda que possui documentos, laudos e registros do atendimento, além de materiais encaminhados ao Conselho Regional de Medicina Veterinária, que podem contribuir para a apuração do caso. A família também registrou boletim de ocorrência e informou que pretende acionar o Ministério Público do Estado.
O caso levanta questionamentos sobre a estrutura e o atendimento oferecido pela rede pública veterinária do município. O EPOL entrou em contato com a Prefeitura de Belém e aguarda posicionamento.
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