O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou neste sábado (28) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para flexibilizar as regras de visita durante o período de prisão domiciliar temporária. O ex-presidente cumpre a medida desde sexta-feira (27), em Brasília, após decisão baseada em questões de saúde.
A defesa solicitava a revisão dos horários restritos de visitação e a liberação de acesso livre para filhos que não residem no imóvel. No entanto, Moraes manteve as condições já estabelecidas, destacando que, apesar de cumprir a pena em casa, Bolsonaro segue submetido às regras do regime fechado.
As visitas dos filhos Flávio, Carlos e Renan Bolsonaro seguem autorizadas apenas às quartas-feiras e sábados, em horários definidos. Já a esposa, Michelle Bolsonaro, além da filha e da enteada, têm acesso livre por residirem no mesmo imóvel.
A prisão domiciliar foi concedida por um período inicial de 90 dias, com possibilidade de reavaliação mediante novas perícias médicas. O ministro também determinou o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento do ex-presidente.
Condenação
Bolsonaro foi condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão por crimes relacionados à chamada trama golpista. Antes da domiciliar, ele cumpria pena em unidade no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. No início de março, o ex-presidente foi internado após apresentar sintomas como febre alta e queda na saturação de oxigênio, sendo diagnosticado com pneumonia bacteriana. Após receber alta médica, passou a cumprir a pena em regime domiciliar.
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