Internacional

Ministro da Fazenda chama Milei de “palhaço” após visita ao Brasil

Durante entrevista, Dario Durigan comparou indicadores econômicos dos dois países e descartou cenário de recessão no Brasil em 2027

Por Elielson Almeida
27/07/2026 às 11:28 • 2 min

Ministro afirmou que o Brasil apresenta melhores indicadores de inflação, desemprego e risco-país do que a Argentina. (Fotos: Ministério da Fazendo e reprodução)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira apresenta indicadores melhores que os da Argentina e chamou o presidente argentino, Javier Milei, de “palhaço”. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, um dia após Milei participar, em São Paulo, do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Ao comentar a visita do presidente argentino ao Brasil e as críticas feitas por ele ao governo brasileiro, Durigan comparou indicadores econômicos dos dois países e afirmou que o Brasil registra desempenho superior em áreas como risco-país, inflação, desemprego, balança comercial, safra agrícola e redução do desmatamento. “O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro.

Durante o evento realizado no sábado (25), Milei fez um discurso em defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O presidente argentino chamou Moraes de “lixo careca” e voltou a atacar políticas adotadas pelo governo brasileiro.

Declaração foi feita um dia após o presidente argentino participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Maura Martins/TV Brasil

Na entrevista, Durigan também rebateu avaliações de que a economia brasileira possa entrar em recessão em 2027. Segundo o ministro, o cenário previsto é de desaceleração do crescimento em razão dos juros elevados, mas não de retração da atividade econômica. “Se fala em recessão porque, como o juro está alto, tende a desacelerar. Nossa projeção é de 2% [de crescimento do PIB em 2027], mas falar em recessão é um exagero”, afirmou.

O ministro reconheceu que os juros elevados afetam famílias, empresas e produtores rurais. Para ele, a redução das taxas depende da manutenção do equilíbrio das contas públicas, da revisão dos gastos obrigatórios e do fortalecimento do arcabouço fiscal.

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