O Pará registrou a inclusão de cinco novos empregadores na atualização mais recente da “lista suja” do trabalho escravo, publicada pelo governo federal nesta segunda-feira (6). O monitoramento oficial identificou 38 trabalhadores submetidos a condições degradantes em propriedades rurais situadas em diferentes regiões do estado.
O município de São Félix do Xingu concentrou o maior número de ocorrências locais, com flagrantes realizados em três fazendas distintas da localidade. Somadas às operações em Altamira e Pacajá, as fiscalizações revelaram a persistência da exploração humana em atividades econômicas do interior paraense.
No panorama brasileiro, o cadastro recebeu o acréscimo de 169 nomes, totalizando agora 613 empregadores que respondem por práticas análogas à escravidão. Esse novo balanço nacional é resultado de ações integradas que permitiram o resgate de mais de 2.200 pessoas em todo o território.
O histórico de fiscalização no Pará demonstra um cenário crítico, acumulando pelo menos 156 trabalhadores resgatados quando consideradas as listas de períodos anteriores. Cidades como Dom Eliseu, Itaituba e Novo Progresso figuram no relatório em setores que variam da pecuária à exploração de carvoarias.
O Ministério do Trabalho e Emprego realiza essa divulgação semestralmente após o encerramento de todos os processos administrativos e recursos legais. A medida busca oferecer transparência à sociedade e fortalecer o combate direto à violação dos direitos trabalhistas fundamentais no país.
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