Líder da extrema-direita francesa condena ação dos EUA na Venezuela e diz que soberania é inviolável - Estado do Pará Online

Líder da extrema-direita francesa condena ação dos EUA na Venezuela e diz que soberania é inviolável

Marine Le Pen critica duramente o regime de Nicolás Maduro, mas afirma que nenhuma potência estrangeira pode impor mudança de governo a outro país

Reprodução/Redes Sociais

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, condenou neste sábado (3) os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que a soberania nacional é “inviolável e sagrada”, mesmo ao fazer críticas severas ao regime do presidente Nicolás Maduro. A declaração foi divulgada em meio ao agravamento das tensões internacionais envolvendo o país sul-americano.

Le Pen declarou que há “mil razões” para condenar o governo venezuelano, que classificou como autoritário e opressor, responsável por impor anos de restrições à população e empurrar milhões de pessoas para a miséria ou para o exílio. Apesar disso, ressaltou que nenhuma dessas razões justificaria uma mudança de regime promovida por uma potência estrangeira.

Críticas ao regime venezuelano

Na manifestação, a dirigente francesa afirmou que o governo de Maduro “impôs ao seu povo, durante anos, uma opressão sufocante”, o que teria levado ao colapso das condições de vida no país. Para Le Pen, o caráter autoritário do regime é evidente, mas não pode servir de pretexto para violar princípios básicos do direito internacional.

Segundo ela, a condenação a governos considerados abusivos deve ocorrer por meios políticos e diplomáticos. “A soberania dos Estados nunca é negociável, independentemente de seu tamanho, de seu poder ou de seu continente”, afirmou.

Alerta sobre riscos geopolíticos

Le Pen advertiu que relativizar o princípio da soberania no caso da Venezuela significaria aceitar, no futuro, a própria submissão de outras nações. Na avaliação da líder francesa, essa lógica ampliaria os riscos de guerra e caos em um cenário internacional já marcado por fortes tensões e profundas transformações geopolíticas.

Ao final da nota, defendeu que o destino da Venezuela seja decidido exclusivamente pelo povo venezuelano. “Cabe a ele definir, de forma soberana e livre, o futuro que deseja construir como Nação”, declarou.

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