A passarela instalada na Avenida Júlio César, em Belém, começou a ser removida na noite de terça-feira (10) após a identificação de riscos estruturais que poderiam provocar a queda da estrutura. A retirada provocou bloqueios viários e longos congestionamentos em uma das principais vias da capital paraense.
De acordo com o engenheiro civil Vinicius Carandina, da empresa Construbase, será realizada uma retroanálise técnica para identificar as causas da deformação observada na passarela. Segundo ele, o objetivo é compreender o problema estrutural e permitir que a estrutura seja reinstalada “muito em breve”.
A decisão pela desmontagem foi tomada em conjunto pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura de Belém e pelo Consórcio Igarapé São Joaquim, responsável pela execução das obras do parque urbano no canal São Joaquim, que inclui a construção da passarela. Conforme informado pela gestão municipal, todos os custos relacionados à desmontagem, transporte e possíveis reforços estruturais serão arcados pelo consórcio, sem despesas para a prefeitura.
O vão central da estrutura possui cerca de 36 metros e havia sido interditado ainda na sexta-feira (6), após técnicos identificarem risco de colapso. A operação de retirada exigiu a interdição total da avenida, entre a Avenida Pedro Álvares Cabral e o Conjunto Bela Vista, a partir das 20h de terça-feira.
A interdição afetou diretamente o fluxo de veículos, especialmente por se tratar de uma via que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Belém. Na manhã seguinte, motoristas chegaram a invadir áreas bloqueadas diante dos engarrafamentos registrados na região.
A passarela integra o projeto do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, uma das intervenções urbanísticas planejadas pela Prefeitura de Belém dentro das obras relacionadas à COP 30. A estrutura, no entanto, não foi concluída a tempo do evento.
O trânsito na área foi liberado no início da tarde desta quarta-feira (11).
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