Cidades

Lancha com 15 pessoas naufraga na Baía do Marajó e ocupantes são resgatados por pescadores

Embarcação seguia de Belém para Santa Cruz do Arari quando apresentou falha nas bombas de drenagem e afundou próximo à entrada do Rio Arari

Por Sarah Carvalho
01/08/2026 às 09:19 • 2 min

Reprodução redes sociais

Uma lancha com 15 pessoas a bordo naufragou no fim da noite desta sexta-feira (31) na Baía do Marajó, nas proximidades do município de Ponta de Pedras, no nordeste do Pará. Apesar do susto, todos os ocupantes foram resgatados com vida após permanecerem cerca de uma hora à deriva.

A embarcação, identificada como Dani Rodrigues, havia saído de Belém com destino à Vila de Jenipapo, no município de Santa Cruz do Arari, quando apresentou problemas mecânicos durante a travessia.

Segundo relatos dos passageiros, as bombas responsáveis por retirar a água do interior da embarcação deixaram de funcionar, permitindo que um grande volume de água invadisse a lancha. Sem conseguir controlar a situação, o barco ficou à deriva e acabou afundando nas proximidades da entrada do Rio Arari.

As vítimas conseguiram acionar o socorro por telefone e aguardaram o resgate utilizando colchões e coletes salva-vidas para permanecer na superfície.

Os primeiros a chegar ao local foram pescadores de comunidades tradicionais situadas na foz do Rio Arari, em Ponta de Pedras. Em pequenas embarcações, eles retiraram os passageiros e tripulantes da água e os levaram em segurança até a comunidade quilombola de Tartarugueiro, onde receberam os primeiros atendimentos prestados pelos moradores.

Posteriormente, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de agentes da Marinha do Brasil e da Polícia que atua em Cotijuba, foram acionados para prestar assistência às vítimas e realizar os procedimentos necessários.

A proprietária da lancha e os tripulantes foram encaminhados à Ilha de Cotijuba para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. A embarcação, de dois andares, afundou completamente e permaneceu à deriva na Baía do Marajó.

As circunstâncias do naufrágio deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. O EPOL entrou em contato com a capitania dos portos pra saber mais detalhes e aguarda retorno.

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