O advogado Giussepp Mendes anunciou no dia 10 de março de 2025 sua saída da presidência do Instituto de Gestão Previdenciária e Proteção Social do Estado do Pará (IGEPPS), antigo Igeprev. O comunicado foi feito por meio do Whatsapp e gerou curiosidade sobre os motivos que teriam levado a sua saída do órgão. as redes sociais, onde Mendes agradeceu o apoio recebido durante sua gestão e afirmou que seguirá “em outra direção”.
“Um ciclo se encerra e eu seguirei em outra direção (…). Vou cuidar um pouco de mim agora, ficarei ausente do mundo uns 30 dias e quando retornar, quem sabe, poderemos ter surpresas boas”, escreveu.
Giussepp Mendes, ex-presidente do IGEPPS
Polêmicas na gestão
A saída de Giussepp já era ventilada nos bastidores desde janeiro de 2025 após uma gestão marcada por polêmicas. Em 2020, ele foi alvo de denúncias após uma viagem pessoal onde utilizou escolta policial paga com recursos públicos. A portaria nº 274, publicada no Diário Oficial, autorizou o policial militar Douglas Vieira de Souto a acompanhá-lo durante um final de semana, sob justificativa de serviço oficial, enquanto Giussepp, na realidade, estava em um hotel fazenda com a família. A informação foi divulgada pelo portal Pará Web News.
Outro episódio controverso aconteceu em 2021, quando Giussepp assinou a concessão de benefício previdenciário à coronel Andrea Keyla Rocha, da Polícia Militar, garantindo proventos de R$ 35,4 mil. Keyla estava sob investigação por suposta venda de vagas e outros crimes enquanto comandava o batalhão de Santarém, segundo o portal Ver-o-Fato.
Além das polêmicas administrativas, Giussepp ganhou fama pela postura de perseguição contra jornalistas e dirigentes sindicais, sendo acusado de perseguir críticos de sua gestão.
Em 2020, após ter um revés na justiça, o blog AS FALAS DA PÓLIS publicou uma matéria sobre alguns processos que Giussep respondia perante o poder judiciário e o mesmo reagiu abrindo um processo contra o jornalista Diógenes Brandão, que resiste para não retirar a matéria do ar, como fizeram outros jornalistas que denunciaram o investigado e depois de processados fizeram acordos para retirar as matérias dos seus respectivos sites.
Por ironia da história, após processar vários jornalistas que noticiaram processos que o advogado acumula na Justiça, Giussepp fundou uma entidade denominada Ampla que se apresentou como sendo “uma organização multissetorial que mobiliza lideranças empresariais de diversas atividades econômicas”. O anúncio da organização foi feito durante o lançamento do I Prêmio Ampla de Jornalismo.
Sucessão no IGEPPS
Com a saída de Giussepp, nesta quinta-feira (21) foi confirmada outra informação que já circulava nos bastidores, a chance de Neném Albuquerque, ex-marido da deputada estadual Renilce Nicodemos (MDB), assumir o cargo. No final da manhã de hoje, Neném anunciou em suas redes sociais que se licenciou do cargo de vereador de Belém “para assumir uma nova missão”: A mudança reforça a movimentação política nos bastidores do governo do Estado, enquanto Belém se prepara para sediar a COP30 em novembro.
A saída de Giussepp Mendes encerra uma era turbulenta no comando do IGEPPS, conforme relatos de servidores públicos, empresários prestadores de serviço ao governo do estado e demais prefeituras.
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