O Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu cinco denúncias criminais contra 62 pessoas no Pará ao longo do segundo semestre de 2025. Os dados fazem parte de um balanço divulgado nesta sexta-feira (27) sobre as ações de enfrentamento ao crime organizado no estado.
Além das denúncias, o Gaeco prestou apoio a procuradores da República em 123 processos e emitiu parecer favorável em 14 representações da Polícia Federal do Brasil (PF). Ao fim do período, o grupo mantinha 21 casos ativos em fase de investigação, a maioria sob sigilo.
De acordo com o MPF, as denúncias englobam diversos tipos de crimes, como organização criminosa, lavagem de dinheiro, grilagem de terras, desmatamento ilegal, tráfico internacional de drogas, corrupção, fraudes em licitações e crimes contra a ordem tributária. Duas das cinco ações apresentadas têm ligação direta com a área ambiental, associando crimes fundiários à degradação de áreas protegidas e à usurpação de bens da União.
O órgão informou ainda que parte significativa da atuação do grupo está voltada à desarticulação de estruturas envolvidas na extração, transporte, comercialização e lavagem de ouro ilegal. Atualmente, há nove procedimentos administrativos em andamento com esse foco, abrangendo diferentes regiões do estado, especialmente o Sul e Sudeste do Pará, além de áreas sensíveis como as Terras Indígenas Munduruku e Kayapó.
Criado em novembro de 2020, o Gaeco do MPF no Pará é composto pelos procuradores da República Alan Rogério Mansur Silva, que coordena a unidade, Nayana Fadul da Silva e Priscila Ianzer Jardim Lucas Bermúdez. Segundo o MPF, o grupo atua de forma estratégica no combate a organizações criminosas com ramificações interestaduais e impacto socioambiental no estado.
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