O governo brasileiro contestou formalmente a nova proposta dos Estados Unidos de taxar produtos nacionais em 25%. A reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorreu nesta terça-feira (2) durante uma agenda pública no Instituto Federal Goiano, na cidade de Catalão.
A medida norte-americana repete tensões comerciais registradas no primeiro semestre de 2025, quando Washington alegou prejuízos na balança comercial com o Brasil. O chefe do Executivo brasileiro rebateu os dados da Casa Branca, apontando um saldo amplamente favorável aos estadunidenses ao longo das últimas décadas.
”Eu, então, fiz questão de provar, escrevendo artigos nos jornais americanos, mandando carta ao governo americano, dizendo que eles estavam mentindo, porque os Estados Unidos não tinham déficit com o Brasil. O superávit americano com o Brasil nos últimos 15 anos ultrapassa US$ 415 bilhões […] Então, quem tinha que aumentar a taxação éramos nós, não eles”, disse. O impasse anterior havia sido pacificado em setembro do ano passado, após reuniões bilaterais na Assembleia Geral da ONU.
Naquela ocasião, o presidente Donald Trump recuou da taxação sobre commodities brasileiras, como café e carne, depois de sinalizar uma boa interlocução com a diplomacia do Brasil. Contudo, o novo documento emitido pelo Representante Comercial dos EUA reacendeu o alerta ao sugerir tarifas generalizadas, poupando apenas itens ligados à segurança nacional.
No campo político, o Palácio do Planalto associou o movimento protecionista à recente visita do senador Flávio Bolsonaro à capital norte-americana. O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência, negou publicamente qualquer interferência ou pedido de sanções econômicas contra o próprio país.
Leia também:











Deixe um comentário