Internacional

EUA aplicam sanções a brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC

Por Vitoria Fesa
01/07/2026 às 21:50 • 3 min
Na imagem em destaque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Donald Trump via Truth Social

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros e quatro empresas por suspeitas de envolvimento com atividades financeiras ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão marca a primeira ação do tipo desde que facções brasileiras passaram a ser tratadas como organizações terroristas.

Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, os alvos são investigados por suposta participação em esquemas de lavagem de dinheiro relacionados à facção criminosa, incluindo operações realizadas em território americano. 

De acordo com as autoridades do país, a medida foi resultado de uma investigação conduzida em conjunto pela Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF), pelo escritório do FBI em Miami e por setores especializados do Departamento de Justiça voltados ao combate à lavagem de dinheiro e ao narcotráfico.

Entre os brasileiros sancionados estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Os órgãos americanos alegam que Shimada atuaria como um elo entre integrantes do PCC no Brasil e nos Estados Unidos, movimentando recursos financeiros que chegam a mais de U$ 30 milhões, ligados ao grupo. Stella, por sua vez, é apontada como colaboradora próxima e familiar do investigado.

As empresas incluídas na lista são a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda., a Wave Construções Inteligentes Ltda. e a Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda., esta última com sede em Portugal.

Com a aplicação das sanções, todos os bens e ativos das pessoas e empresas atingidas que estejam em território norte-americano ou sob controle de cidadãos dos Estados Unidos ficam bloqueados. Em comunicado, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) ressaltou que a medida se estende para instituições que realizaram determinadas transações com os investigados: “Além disso, instituições financeiras e outras pessoas podem estar sujeitas a sanções por se envolverem em certas transações ou atividades envolvendo pessoas designadas ou bloqueadas”. 

Em comunicado oficial, o subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira dos EUA, Gene Lange, afirmou que a medida representa mais um passo para enfrentar a expansão das atividades financeiras ilícitas atribuídas ao PCC dentro do país.

Até o momento, não houve manifestação pública dos brasileiros e das empresas citadas sobre as acusações apresentadas pelas autoridades norte-americanas.

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