O empate no clássico Re-Pa, nesse domingo, 8, esquentou de vez a relação do técnico Juan Carlos Osorio com o torcedor do Remo. Em alguns momentos da partida, o “Lado A” do Estádio do Mangueirão não poupou o treinador azulino. Gritos de “burro” e xingamentos foram ouvidos.
O estopim da crise veio com as substituições no clássico com o Paysandu. Mesmo estando com um jogador desde o primeiro tempo, quando Brian, volante bicolor, foi expulso após falta em Pavani, Osorio terminou a partida com quatro zagueiros em campo.
Aos 27 minutos do segundo tempo, quando o jogo estava empatado em 1 a 1, o treinador colombiano tirou Eduardo Melo (atacante) e Zé Welison (volante) para colocar Marllon e Kayky Almeida, dois zagueiros de origem para reforçar o setor.
Das arquibancadas, ecoavam os gritos de “burro” e “ei, Osorio, vai tomar **”.
Eu decidi preservar vários jogadores para jogo com o Atlético-MG (na quarta-feira, 11, pela Série A do Brasileirão). Os que entraram (contra o Paysandu), representaram dignamente o Remo. Reitero, temos que melhorar. Como defender as transições e buscar mais passes. Foi decisão minha terminar com Marllon e Kayky (na zaga)”, disse Osorio após o confronto com o Paysandu.
Recorrente
O treinador já havia vivido algo semelhante no jogo com o Bragantino, na estreia do Campeonato Paraense. Ao ir para o intervalo perdendo para a equipe de Bragança, Osorio ouviu as primeiras vaias do torcedor do Remo.
Na última quarta-feira, quando do empate com o Mirassol pela segunda rodada da Série A do Brasileirão – o Remo vencia por 2 a 0 e levou dois gols entre os 33 e 43 minutos do segundo tempo -, a torcida voltou a ficar na bronca com o treinador colombiano.
Bastidores
A reportagem do Estado do Pará Online (EPOL) apurou que internamente há um clima de “frustração” no elenco por conta do modelo de trabalho de Juan Carlos Osorio. Além do vestiário, entre a diretoria e o Conselho Deliberativo (Condel) do clube o sentimento é o mesmo. A “lembrança” na situação de Osorio remete à “Era António Oliveira”, quando Marcos Braz, ex-executivo de futebol do clube, bancou a permanência do treinador português e “colocou” em risco o acesso do Remo à Série A.
Juan Carlos Osório, inclusive, foi escolha de Marcos Braz.
Em sete partidas no comando do Remo, o treinador não repetiu a escalação, sempre alternando os atletas e fazendo improvisações – como por exemplo, zagueiro atuando de lateral e volante fazendo a de “falso 9”. Situações que geram certa incerteza a cada convocação para os jogos.
Na quarta, após o jogo com o Mirassol, o mandatário azulino revelou, em entrevista na zona mista, que Juan Carlos Osorio estava na “corda bamba” por conta dos resultados. Naquele momento, a equipe havia estreado com derrota na Série A para o Vitória há uma semana e três dias antes empatado com o São Francisco pelo estadual.
Antes do jogo com o Paysandu, inclusive, o presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, disse, em entrevista ao Canal do Benja, que mostrou aos jogadores “o que era o Remo e as consequências que uma derrota no clássico poderia trazer”.
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