Meio Ambiente

ONU alerta que El Niño deve se intensificar e aumentar riscos de eventos climáticos extremos até 2027

Fenômeno meteorológico deve atingir pico de intensidade no fim do ano, com impactos globais de secas e inundações que podem durar até fevereiro do próximo ano

Por Felipe Borges
03/09/2026 às 12:05 • 2 min

Uma atualização divulgada nesta quinta-feira (3) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência de meteorologia e clima da Organização das Nações Unidas (ONU), indica que o fenômeno El Niño continuará ativo e deve estender seus efeitos em escala global até fevereiro de 2027.

Segundo a previsão do órgão, o evento meteorológico ganhará força ao longo dos próximos meses, podendo atingir uma intensidade classificada como “muito forte” antes de alcançar o pico no final deste ano. A OMM pontua que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial centro-oriental já se encontram bem acima da média histórica e mantêm trajetória de elevação.

Em pronunciamento sobre o relatório, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou a gravidade do cenário atual. “O El Niño está se intensificando diante de nossos olhos. A ciência não deixa dúvidas: o planeta está navegando em águas desconhecidas, e essas águas estão aquecendo”, afirmou.

Impactos econômicos e socioambientais

A ONU alerta que o fortalecimento do El Niño amplia significativamente o risco de eventos climáticos extremos, como secas severas e grandes tempestades seguidas de inundações. Essas alterações climáticas têm potencial de causar danos diretos a ecossistemas, infraestruturas urbanas e economias locais em diversas regiões do mundo.

No entanto, os especialistas da agência ressaltam que os efeitos do fenômeno não ocorrem de maneira uniforme. As consequências variam de acordo com a região geográfica e podem ser influenciadas ou modificadas por outros padrões climáticos globais e locais.

O que é o El Niño

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento abnormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, em suas faixas central e oriental. O evento ocorre habitualmente em intervalos que variam de dois a sete anos, com duração média de nove a doze meses. Contudo, a atual projeção indica um período prolongado de influência e intensificação do fenômeno.

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