Usuários do transporte público de Belém têm reclamado dos novos abrigos de paradas de ônibus instalados na cidade. As estruturas foram implantadas em preparação para a COP30, realizada na capital paraense em novembro do ano passado.
Diferentemente dos modelos antigos, feitos predominantemente de metal e com cobertura contínua, os novos abrigos adotam um estilo mais moderno e industrial, com cobertura em módulos inclinados. No entanto, esse desenho tem sido apontado como inadequado para a realidade climática da Amazônia, onde as chuvas são frequentes e intensas.
Vídeos registrados no abrigo localizado no cruzamento da avenida Marechal Hermes com a avenida Presidente Vargas, no bairro do Reduto, mostram passageiros se molhando durante mais uma tarde chuvosa na capital. As imagens evidenciam que a cobertura não oferece proteção suficiente contra a chuva, principalmente quando acompanhada de vento.
A cobertura em módulos inclinados, pensada para reduzir a incidência do sol, não cumpre sua função durante as chuvas fortes de Belém. O resultado é o desconforto dos usuários, que acabam expostos à água mesmo sob a estrutura.
Em muitos casos, passageiros precisaram abrir sombrinhas debaixo do próprio abrigo, que deveria justamente protegê-los da chuva. Para quem depende diariamente do transporte público, os novos modelos não parecem ter sido projetados levando em conta a rotina da população local.
A percepção dos usuários é de que os abrigos foram pensados mais para atender aos visitantes da COP30 do que às necessidades reais dos moradores da cidade.
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