A deputada estadual Lívia Duarte (PSOL-PA) voltou a ser alvo de ameaças de morte após receber um e-mail intimidatório na noite da última quarta-feira (4). Este é o terceiro episódio do tipo direcionado à parlamentar. Em posicionamento oficial, a deputada e sua equipe informaram que já estão adotando medidas para reforçar a segurança pessoal e cobrar a identificação dos responsáveis pelo crime, além de tornar pública a denúncia.
No conteúdo da mensagem, o autor faz menção direta a um possível assassinato e utiliza linguagem agressiva e ameaçadora contra a deputada. O material foi encaminhado às autoridades e passou a integrar a investigação. “Seu assassinato será tão real quanto a dor que você sentiu ao ler isso”, diz a ameaça. E prossegue: “Deputada Lívia Duarte, sua existência é uma piada. Não é suficiente que eu quebre todos os seus ossos”.
Um boletim de ocorrência foi registrado e a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) foi comunicada sobre o caso. O presidente da Casa, deputado Chicão (União Brasil), além do gabinete militar da Alepa, foi acionado para auxiliar nas medidas de proteção. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) também foi demandada para atuar na identificação do autor por meio dos setores de inteligência.
Em nota, a deputada relacionou as ameaças ao cenário de violência política, especialmente direcionada a mulheres que ocupam espaços de poder. O comunicado também cita episódios semelhantes envolvendo outras parlamentares, como o caso recente da deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ).
A equipe de Lívia destacou que ameaças contra representantes eleitos representam risco às instituições democráticas e devem ser tratadas com rigor pelas autoridades competentes.
Lívia Duarte é considerada a primeira deputada preta eleita na história da Alepa, em mais de 200 anos de existência do parlamento estadual. Dados do Censo 2022 do IBGE apontam que 56% da população brasileira se autodeclara preta ou parda, o que reforça a discussão sobre representatividade política.
Apesar do episódio, a deputada afirmou que seguirá exercendo o mandato e defendendo pautas ligadas à Amazônia, aos direitos das mulheres, às populações tradicionais e à classe trabalhadora. Segundo o posicionamento divulgado, a parlamentar mantém a atuação política e reforça o compromisso com as causas que representa.
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