Defensoria Pública reúne comunidades de Bujaru e Acará para debater impactos de aterro sanitário - Estado do Pará Online

Defensoria Pública reúne comunidades de Bujaru e Acará para debater impactos de aterro sanitário

Encontro antecede audiência pública do licenciamento ambiental e vai ouvir moradores potencialmente afetados pelo empreendimento.

A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA) convocou moradores de comunidades rurais dos municípios de Bujaru e Acará para uma reunião que vai discutir os possíveis impactos da instalação de um aterro sanitário destinado a receber resíduos da Região Metropolitana de Belém.

O encontro ocorre nesta terça-feira (3) e será realizado em uma igreja localizada no km 32 da Alça Viária, na comunidade de Nínive, Vila São Pedro, no Ramal do Atlético.

A convocação foi assinada pela defensora pública Andreia Macedo Barreto, que atua na 1ª Defensoria Pública Agroambiental de Castanhal, e encaminhada a moradores de diversas localidades da região, entre elas Baixo e Alto Igarapezinho, Curimbó, Santo Amaro, Tracuateua, São Paulo, Guarani, São Raimundo, Corinthians e Santa Maria.

Além das comunidades, também foram convidados representantes do Movimento Igarapés Vivos – Comunidades de Bujaru, bem como instituições como o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado (MPPA), a Defensoria Pública da União (DPU), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e advogados que acompanham o caso.

Segundo o ofício da Defensoria, a reunião atende a um compromisso firmado em 13 de janeiro de 2026, quando ficou acordado que as populações diretamente impactadas seriam ouvidas antes da realização da audiência pública do licenciamento ambiental do empreendimento.

A proposta do encontro é elaborar, em parceria com a UFRA, um cronograma de visitas técnicas às áreas afetadas e reunir relatos e preocupações de quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares e demais moradores, que temem prejuízos ao território.

A audiência pública sobre o projeto está prevista para o dia 20 de fevereiro de 2026, dentro do processo de licenciamento conduzido pelo Governo do Estado. A Defensoria informou que pretende levar ao debate oficial denúncias e relatos sobre possíveis impactos na qualidade da água, na saúde da população e no modo de vida das comunidades tradicionais, que já vêm se organizando contra a implantação do aterro.

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