A disputa eleitoral para o Governo do Pará em 2026 ganha um novo capítulo nesta terça-feira, 17, com a aproximação definitiva de Daniel Santos, prefeito de Ananindeua, com o Podemos. A informação foi confirmada por dirigentes do partido para a reportagem do EPOL. Segundo outras fontes, a principal estratégia de Daniel é tentar agradar gregos e troianos, firmando pontes com o PL e seu então partido, o PSB.
Segundo a fonte, Daniel deve se filiar ao partido em breve e há dois desenhos primários de possíveis chapas: uma com a vereadora de Belém, Agatha Barra (PL) como vice e a deputada federal Alessandra Haber, esposa de Daniel, tentando a reeleição pelo PSB. Já a segunda possibilidade inlcui Zequinha Marinho (Podemos) e Eder Mauro (PL) no centro da disputa ao Senado.
As primeiras menções a uma proximação de Daniel com o Podemos surgiram no primeiro semestre de 2025, onde a aposta inicial sinalizou até uma possível vaga na presidência estadual da legenda. No entanto, tempos depois a conversa teve um certo recuo.
Entretanto, no início deste mês, o deputado federal Joaquim Passarinho (PL) disse em entrevista que não pretende formar alianças eleitorais com partidos que integram o campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), rejeitando uma possível parceria com Daniel. Na prática, a entrevista sinalizou que a parceria ainda era uma possibilidade, já que a dobradinha PL e Podemos com Daniel Santos é uma estratégia muito ventilada para o Pará.
No último domingo, 15, o EPOL destacou que o debate nos bastidores já não girava mais em torno da permanência dele no partido no PSB, mas de como essa mudança aconteceria, reforçando sua jornada em busca de uma vaga ao sol nas articulações da direita paraense.
O que pode acontecer?
Ao mesmo tempo em que avança sobre aliados do bolsonarismo, Daniel traz Alessandra Haber para o PSB, legenda ligada à base do governo Lula. Nos bastidores, esse movimento é tratado como parte do acordo político associado ao entorno do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Na prática, o arranjo tenta agradar gregos e troianos. De um lado, Daniel se posiciona ao lado de nomes da direita e da extrema direita. De outro, preserva uma ponte com um partido do campo lulista. O movimento acontece num momento em que o PT nacional trata como prioridade a eleição de senadores para combater o crescimento da extrema-direita no Senado.
Enquanto isso, segue a dúvida dos bastidores: como manter a relação com bolsonaristas e lulistas ao mesmo tempo? E o que acontecerá com Mário Couto, que foi lançado como pré-candidato do PL ao governo do Pará?









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