Cão Orelha é homenageado em desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel no Rio de Janeiro - Estado do Pará Online

Cão Orelha é homenageado em desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel no Rio de Janeiro

Cachorro vítima de agressão em Santa Catarina ganha tributo em alegoria da escola de Padre Miguel.

O Sambódromo do Rio de Janeiro foi palco de um momento de forte carga emocional durante os desfiles do Grupo Especial. Na noite desta segunda-feira (16), a Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a avenida uma homenagem que uniu música, arte e militância animal. Entre as esculturas caninas que compunham uma das alegorias da agremiação, uma pequena placa chamou a atenção do público: nela, estava escrito o nome Orelha.

O cachorro, que era cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis, morreu em janeiro deste ano após sofrer agressões. O caso rapidamente ganhou repercussão nas plataformas digitais e uniu protetores de animais em todo o país em torno de um coro por justiça. A presença do nome do animal no desfile representa um gesto simbólico de solidariedade e memória.

A agremiação da Zona Oeste carioca apresentou o enredo “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”, celebrando a trajetória da rainha do rock brasileiro, morta em 2023. Conhecida por seu posicionamento firme em defesa dos direitos dos bichos, a artista era vegana e frequentemente utilizava sua visibilidade para promover a causa. A escolha da escola em incorporar essa pauta ao desfile está alinhada ao legado deixado por Rita.

O caso que mobilizou o país

A morte de Orelha ocorreu no início de janeiro, na região metropolitana de Florianópolis. De acordo com as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, o animal foi agredido com golpes na cabeça, o que resultou em sua morte. Quatro adolescentes passaram a ser investigados por envolvimento no caso.

A comoção gerada pelo episódio levou a polícia a cumprir mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Dois deles, que estavam nos Estados Unidos no momento dos fatos, tiveram seus celulares e pertences apreendidos ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis, assim que retornaram ao país.

O caso segue em investigação, e entidades de proteção animal acompanham de perto o desenrolar das apurações. A homenagem prestada pela Mocidade no Sambódromo reforça a pressão popular por respostas e justiça.

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