O Sambódromo do Rio de Janeiro foi palco de um momento de forte carga emocional durante os desfiles do Grupo Especial. Na noite desta segunda-feira (16), a Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a avenida uma homenagem que uniu música, arte e militância animal. Entre as esculturas caninas que compunham uma das alegorias da agremiação, uma pequena placa chamou a atenção do público: nela, estava escrito o nome Orelha.
O cachorro, que era cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis, morreu em janeiro deste ano após sofrer agressões. O caso rapidamente ganhou repercussão nas plataformas digitais e uniu protetores de animais em todo o país em torno de um coro por justiça. A presença do nome do animal no desfile representa um gesto simbólico de solidariedade e memória.
O Sambódromo do Rio de Janeiro foi palco de um momento de forte carga emocional durante os desfiles do Grupo Especial. Na noite desta segunda-feira (16), a Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a avenida uma homenagem que uniu música, arte e militância animal. pic.twitter.com/LUPPKeFqxE
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) February 17, 2026
A agremiação da Zona Oeste carioca apresentou o enredo “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”, celebrando a trajetória da rainha do rock brasileiro, morta em 2023. Conhecida por seu posicionamento firme em defesa dos direitos dos bichos, a artista era vegana e frequentemente utilizava sua visibilidade para promover a causa. A escolha da escola em incorporar essa pauta ao desfile está alinhada ao legado deixado por Rita.
O caso que mobilizou o país
A morte de Orelha ocorreu no início de janeiro, na região metropolitana de Florianópolis. De acordo com as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, o animal foi agredido com golpes na cabeça, o que resultou em sua morte. Quatro adolescentes passaram a ser investigados por envolvimento no caso.
A comoção gerada pelo episódio levou a polícia a cumprir mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Dois deles, que estavam nos Estados Unidos no momento dos fatos, tiveram seus celulares e pertences apreendidos ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis, assim que retornaram ao país.
O caso segue em investigação, e entidades de proteção animal acompanham de perto o desenrolar das apurações. A homenagem prestada pela Mocidade no Sambódromo reforça a pressão popular por respostas e justiça.
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