Cão de bolsonaro morde PMs durante a guarda da prisão domiciliar - Estado do Pará Online

Cão de bolsonaro morde PMs durante a guarda da prisão domiciliar

Animais soltos e limitações estruturais marcam rotina de agentes na prisão domiciliar do ex-presidente

Foto: instagram/reprodução

A atuação de policiais militares responsáveis pelo monitoramento da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido impactada por situações atípicas. Entre elas, estão episódios de ataques de cães que vivem na residência, situada em um condomínio no Jardim Botânico, no Distrito Federal.

Segundo relatos de bastidores, os animais circulam sem restrição pelo imóvel e já teriam avançado contra agentes em diferentes momentos, elevando o grau de atenção exigido durante o serviço.

Sem acesso ao interior da casa, os policiais permanecem posicionados nas áreas externas, dividindo-se entre a parte frontal e os fundos do imóvel. No local, também há atuação de equipes responsáveis pela segurança institucional de ex-chefes de Estado.

A presença constante dos cães soltos impõe desafios à rotina operacional, dificultando deslocamentos e exigindo vigilância contínua por parte dos agentes.

Além dos riscos envolvendo os animais, há queixas relacionadas à estrutura oferecida para o cumprimento da missão. Os policiais relatam ausência de condições adequadas para longas permanências, com exposição ao clima e falta de espaços apropriados para descanso.

O trabalho inclui o acompanhamento rigoroso das determinações judiciais impostas ao ex-presidente, com checagens periódicas para assegurar o cumprimento das restrições estabelecidas.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, após receber alta hospitalar. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal e prevê uma série de regras, como limitações de contato e visitas.

A condenação do ex-presidente está relacionada a sua participação em articulações após o resultado das eleições de 2022.

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