Bola aérea origina 5 dos últimos 9 gols sofridos pelo Paysandu - Estado do Pará Online

Bola aérea origina 5 dos últimos 9 gols sofridos pelo Paysandu

Problema defensivo se repetiu contra Caxias, Figueirense e Anápolis; nos dois jogos mais recentes, quatro dos cinco gols sofridos tiveram a mesma origem.

Bola aérea origina 5 dos últimos 9 gols sofridos pelo Paysandu
Bola aérea origina 5 dos últimos 9 gols sofridos pelo Paysandu

As bolas levantadas na área têm se tornado uma dor de cabeça para o Paysandu nas últimas semanas. O problema voltou a aparecer na derrota por 3 a 1 para o Anápolis, pelo jogo de ida da final da Copa Verde, e reforçou uma tendência observada recentemente pela equipe bicolor.

Um levantamento das últimas partidas mostra que cinco dos últimos nove gols sofridos pelo Papão tiveram origem em jogadas aéreas, seja em cruzamentos, cobranças de escanteio ou lances que terminaram com sobras de bola dentro da área.

O dado chama ainda mais atenção quando se observa o recorte mais recente. Dos últimos cinco gols sofridos pelo Paysandu, quatro nasceram justamente desse tipo de jogada, evidenciando uma vulnerabilidade que tem custado caro em momentos decisivos da temporada.

A sequência começou na derrota por 2 a 0 para o Caxias, pela Série C do Campeonato Brasileiro. O primeiro gol da equipe gaúcha surgiu após um cruzamento pelo lado esquerdo da defesa bicolor e uma cabeçada que terminou no fundo das redes.

Na partida seguinte, diante do Nacional, pela final da Copa Norte, o Paysandu sofreu dois gols, mas ambos aconteceram em jogadas trabalhadas pelo chão, sem participação de cruzamentos ou bolas alçadas na área.

Contra o Floresta, o cenário foi semelhante. Apesar de o lance ter começado com uma ligação direta do meio-campo para o ataque, o gol saiu após condução e infiltração do adversário entre os defensores bicolores, sem relação com a bola aérea.

O alerta voltou a soar diante do Figueirense. Na derrota por 2 a 1, os dois gols da equipe catarinense tiveram origem em jogadas pelo alto.

No primeiro, uma cobrança de escanteio encontrou um desvio no primeiro poste antes da bola sobrar na pequena área. Gabriel Mesquita fez a defesa parcial, mas o rebote ficou com o adversário, que aproveitou a oportunidade.

Já no segundo gol, um cruzamento voltou a gerar dificuldades para a defesa. O goleiro bicolor realizou nova intervenção, porém a sobra permaneceu dentro da área e acabou convertida pelos catarinenses.

O cenário poderia ter sido ainda pior. Durante a partida em Florianópolis, o Figueirense chegou a marcar mais uma vez após uma bola levantada na área. O lance, entretanto, acabou invalidado por impedimento.

Embora o gol não tenha sido confirmado pela arbitragem, a jogada voltou a expor problemas de posicionamento e marcação dentro da área, situação que vem se repetindo nas últimas partidas.

A dificuldade reapareceu na decisão contra o Anápolis. O primeiro gol dos goianos nasceu após um cruzamento para a área e uma defesa parcial de Gabriel Mesquita. No rebote, o adversário aproveitou para abrir o placar.

O terceiro gol também teve origem em uma bola parada. Após cobrança de escanteio, houve um desvio no primeiro poste e a bola sobrou livre para a finalização dentro da área.

Nem todos os gols tiveram a mesma construção. Alguns saíram em cabeçadas diretas, outros em rebotes ou segundas jogadas. O ponto em comum é que todos começaram com a bola sendo levantada na área do Paysandu.

A repetição dos lances levanta questionamentos sobre o posicionamento defensivo da equipe, a marcação nas bolas paradas, as saídas de bola de Gabriel Mesquita e a capacidade de neutralizar cruzamentos antes que eles gerem perigo.

Com a decisão da Copa Verde ainda aberta e a sequência da Série C pela frente, a correção desse problema passa a ser uma das prioridades da comissão técnica de Júnior Rocha.

Os números mostram que a vulnerabilidade pelo alto deixou de ser um episódio isolado e se transformou em um dos principais pontos de atenção do sistema defensivo bicolor neste momento da temporada.

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