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Belém sobe 68 posições e lidera ranking de competitividade entre municípios do Pará; veja lista completa

Estudo com 418 cidades brasileiras aponta avanços na capital e em Ananindeua, enquanto Itaituba ocupa a última posição do país

Por Daniel Vinagre
27/08/2026 às 09:13 • 4 min

Foto: reprodução/ redes sociais

Belém é o município mais bem colocado do Pará na edição de 2026 do Ranking de Competitividade dos Municípios, mas ocupa apenas a 168ª posição nacional, com nota normalizada de 52,76 pontos. Entre as cidades da Região Norte, a liderança é de Palmas, no Tocantins, que aparece em 13º lugar no país, segundo os dados do levantamento.

O ranking considera municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes, conforme estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2024. A edição avalia indicadores relacionados a instituições, sociedade e economia.

Na Região Norte, Palmas aparece ocupando a 13ª posição nacional e registrando avanço de 76 colocações. A segunda cidade nortista mais bem posicionada é Gurupi, também no Tocantins, em 118º lugar. Manaus, no Amazonas, ocupa a 139ª posição, seguida por Belém, em 168º.

Rio Branco, no Acre, aparece em 198º, enquanto Araguaína, no Tocantins, ocupa o 207º lugar. Entre as demais capitais nortistas, Boa Vista está na 254ª posição, Porto Velho na 287ª e Macapá na 373ª.

Belém sobe 68 posições

Apesar da distância em relação aos municípios que lideram o país, Belém avançou 68 colocações na comparação apresentada pelo ranking e alcançou nota de 52,76.

No Pará, a capital é seguida por Ananindeua, na 286ª posição nacional, com 48,46 pontos, e Parauapebas, em 297º, com 48,14. Santarém aparece em quarto lugar entre os municípios paraenses avaliados e ocupa a 320ª posição nacional, com nota de 47,08. Paragominas vem logo depois, em 325º.

Municípios do Pará no Ranking Geral:

  1. Belém: 168ª posição (+68 posições) — Nota: 52,76
  2. Ananindeua: 286ª posição (+52 posições) — Nota: 48,46
  3. Parauapebas: 297ª posição (-28 posições) — Nota: 48,14
  4. Santarém: 320ª posição (+20 posições) — Nota: 47,08
  5. Paragominas: 325ª posição (+25 posições) — Nota: 46,89
  6. Canaã dos Carajás: 345ª posição (-127 posições) — Nota: 46,11
  7. Altamira: 361ª posição (+36 posições) — Nota: 45,22
  8. Tucuruí: 377ª posição (+13 posições) — Nota: 43,96
  9. Marabá: 379ª posição (+7 posições) — Nota: 43,85
  10. Barcarena: 380ª posição (-101 posições) — Nota: 43,79
  11. Castanhal: 383ª posição (+6 posições) — Nota: 43,48
  12. Abaetetuba: 384ª posição (+15 posições) — Nota: 43,42
  13. Bragança: 405ª posição (-31 posições) — Nota: 41,27
  14. Marituba: 408ª posição (-33 posições) — Nota: 40,99
  15. Cametá: 411ª posição (+1 posição) — Nota: 39,53
  16. Breves: 415ª posição (+1 posição) — Nota: 38,78
  17. Redenção: 420ª posição (-14 posições) — Nota: 38,29
  18. Moju: 422ª posição (-5 posições) — Nota: 34,83
  19. Itaituba: 423ª posição (-5 posições) — Nota: 31,99 (Lanterna do ranking nacional)

Canaã e Barcarena têm fortes quedas

Os dados mostram movimentos expressivos entre os municípios paraenses. Canaã dos Carajás caiu 127 posições, chegando ao 345º lugar. Barcarena também apresentou forte recuo, de 101 colocações, e agora aparece em 380º.

No sentido contrário, além dos 68 lugares conquistados por Belém, Ananindeua avançou 52 posições, Altamira subiu 36, Paragominas ganhou 25 e Santarém avançou 20. Na parte inferior da classificação estão vários municípios paraenses. Itaituba ocupa a 423ª posição, com 31,99 pontos, seguida, entre as cidades do estado, por Moju, em 422º, Redenção, em 420º, e Breves, em 415º.

Dos 19 municípios paraenses presentes nos dados, 12 aparecem depois da 350ª colocação nacional. Seis estão entre os 20 últimos colocados da base analisada: Bragança, Cametá, Breves, Redenção, Moju e Itaituba aparecem a partir da 405ª posição.

O que o ranking avalia

O Ranking de Competitividade dos Municípios utiliza 65 indicadores distribuídos em 13 pilares. Eles estão organizados em três dimensões: Instituições, Sociedade e Economia. Entre os aspectos analisados estão sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, saúde, educação, segurança, saneamento, meio ambiente, inserção econômica, inovação, capital humano e telecomunicações.

A edição de 2026 busca comparar a capacidade dos municípios de oferecer serviços públicos, proporcionar melhores condições à população e criar ambientes favoráveis ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos.

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