Após condenação, cantor Bruno Mafra se declara inocente e diz confiar na Justiça - Estado do Pará Online

Após condenação, cantor Bruno Mafra se declara inocente e diz confiar na Justiça

Artista afirma inocência após decisão judicial e diz que seguirá colaborando com o processo

Imagem: Redes sociais

O cantor Bruno Mafra se pronunciou publicamente nesta sexta-feira, 27, após a repercussão da decisão da Justiça do Pará que manteve sua condenação a mais de 30 anos de prisão por crimes sexuais contra as próprias filhas. Em nota divulgada, o artista afirmou ser inocente das acusações e declarou confiar no andamento do processo judicial.

No comunicado em uma rede social, Bruno Mafra afirmou, “com total serenidade”, que não cometeu os crimes atribuídos a ele e destacou que seguirá colaborando com as investigações. O cantor também ressaltou que tem o direito de responder ao processo em liberdade e que acredita que a verdade será reconhecida ao longo do processo.

Ele ainda disse que não pretende se envolver em debates públicos sobre o caso fora do âmbito judicial. Na mensagem, pediu calma aos seguidores e afirmou que continuará enfrentando a situação com dignidade, respeito e fé.

O posicionamento ocorre após o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) manter, por unanimidade, a condenação do artista em segunda instância. O processo, que tramitou sob sigilo por anos, envolve acusações de abuso sexual contra as duas filhas do cantor.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011, período em que as vítimas eram menores de 14 anos. Os relatos indicam que os abusos aconteceram em ambientes privados e teriam sido mantidos em silêncio por meio de manipulação psicológica.

Decisão judicial

Em primeira instância, o cantor foi condenado a mais de 30 anos de prisão em regime inicial fechado. A sentença considerou, entre outros pontos, a consistência dos depoimentos das vítimas e o fato de o acusado ter utilizado a condição de pai.

A defesa recorreu da decisão, alegando irregularidades no processo e insuficiência de provas. No entanto, em março de 2026, o TJPA rejeitou os argumentos e manteve integralmente a condenação, incluindo a pena de aproximadamente 32 anos.

Apesar da decisão em segunda instância, o caso ainda não tem trânsito em julgado. A defesa informou que pretende recorrer aos tribunais superiores, enquanto o processo segue em andamento.

O caso continua gerando repercussão e dividindo opiniões nas redes sociais.

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