A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (22) novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma, estabelecendo limites de dosagem e obrigatoriedade de alertas nos rótulos. A medida foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU).
A decisão ocorre após evidências que associam o consumo desses produtos, em casos mais graves, a possíveis danos hepáticos, incluindo inflamações no fígado.
A regulamentação determina critérios específicos para o uso em adultos. Entre os principais pontos, estão:
- ingestão mínima de 80 mg de curcuminoides por dia;
- limite máximo de 130 mg de curcumina;
- limite de até 120 mg de tetraidrocurcuminoides.
Outro ponto importante é a proibição da combinação entre extrato de cúrcuma e tetraidrocurcuminoides em um mesmo produto.
A norma também torna obrigatória a inclusão de advertências nos rótulos. Os produtos deverão informar que não são indicados para gestantes, lactantes, crianças e pessoas com problemas no fígado, vias biliares ou úlceras gástricas.
As empresas terão um prazo de seis meses para se adequar às novas exigências. Durante esse período, os produtos atuais ainda poderão ser comercializados até o fim de seus prazos de validade.
O que é a cúrcuma
Conhecida como açafrão-da-terra, a cúrcuma (Curcuma longa) é uma planta herbácea da mesma família do gengibre, amplamente utilizada por seus rizomas de coloração amarela intensa. O ingrediente é comum na culinária, como tempero e corante natural, e também na medicina tradicional, devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Apesar do nome popular, a cúrcuma é diferente do açafrão verdadeiro (Crocus sativus), que possui maior valor comercial e é extraído dos estigmas de uma flor. A cúrcuma pode ser consumida em pó, fresca ou em forma de chá, além de ser cultivada a partir de pedaços do próprio rizoma com brotos.
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