Cidades

Amigos e seguidores se unem para ajudar influenciadora paraense Égua Manu após desabafo nas redes

Corrente de solidariedade em apoio à influenciadora destaca a importância de buscar ajuda; veja onde encontrar atendimento gratuito em Belém

Por Ludmila Viana
31/08/2026 às 20:57 • 4 min

Um desabafo feito pela influenciadora paraense Égua Manu, conhecida nas redes sociais como @eguamanu, mobilizou amigos, outros criadores de conteúdo e seguidores neste domingo (30). Após relatar cansaço, dificuldades financeiras e a decisão de interromper o tratamento que vinha realizando, Manu passou a receber uma corrente de apoio, que também resultou na criação de uma nova campanha para ajudar a custear os cuidados de saúde.

Desabafo mobilizou rede de apoio

Entre as publicações feitas pela influenciadora, uma frase chamou a atenção dos seguidores: “Desisti de continuar tentando”. Em outras mensagens, Manu contou que estava cansada de pedir ajuda, buscar dinheiro e tentar se manter forte.

A repercussão fez com que pessoas próximas se mobilizassem. Amigos e admiradores passaram a divulgar uma campanha de arrecadação, intitulada “A Manu desistiu. Mas nós não desistimos dela”. A proposta é reunir doações para contribuir com os custos do tratamento e ampliar a rede de apoio à influenciadora.

Tratamento

Há alguns dias, a influenciadora também havia falado sobre os cuidados de saúde que vinha realizando. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela contou que estava passando por sessões de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT).

Segundo o relato de Manu, o procedimento faz parte do tratamento de um quadro de “depressão profunda”, após os medicamentos convencionais, de acordo com ela, deixarem de apresentar o efeito esperado.

Setembro Amarelo e a importância de pedir ajuda

O caso de Manu ocorre às vésperas do início do Setembro Amarelo, período que amplia as conversas sobre saúde mental, prevenção do suicídio e valorização da vida. A mobilização em torno da influenciadora também chama atenção para a importância de procurar apoio quando o sofrimento emocional começa a pesar na rotina.

Em Belém, pessoas que estejam passando por dificuldades relacionadas à saúde mental podem buscar atendimento na rede pública. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) mantém Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entre eles os CAPS Amazônia, Marajoara, Icoaraci, Grão-Pará e Renascer.

Esses serviços podem ser procurados por pessoas que estejam enfrentando sofrimento psíquico que começa a interferir em atividades do dia a dia, como trabalhar, estudar, dormir ou manter relações sociais.

Em situações de urgência ou crise emocional, a orientação é procurar uma unidade de saúde, uma UPA ou um serviço de emergência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo número 192.

Também é possível buscar apoio pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Onde buscar ajuda


Samu: 192, em situações de emergência;
UPAs e serviços de emergência: atendimento em situações de crise;
CAPS: atendimento especializado em saúde mental pela rede pública;
CVV: 188, gratuitamente, 24 horas por dia.

Enquanto amigos e seguidores se mobilizam para ajudar Manu a continuar o tratamento, a corrente de solidariedade também reforça uma mensagem que vale para além das redes sociais: ninguém precisa enfrentar sozinho um momento de sofrimento. Procurar pessoas de confiança e buscar atendimento profissional pode ser o primeiro passo para receber ajuda.

Em momentos difíceis, ninguém deveria precisar passar por tudo sozinho. O Estado do Pará Online se solidariza com Manu e com todos que estão enfrentando momentos de sofrimento emocional. Que a corrente de apoio formada por amigos, familiares, seguidores e admiradores possa lembrar que pedir ajuda é possível e que sempre existem caminhos para buscar acolhimento e cuidado.

Se você ou alguém próximo estiver passando por uma situação parecida, procure ajuda. Conversar com alguém de confiança e buscar atendimento profissional pode fazer a diferença.

Leia também:

WhatsApp