A paralisação das atividades da Mejer Agroflorestal em Bonito vem provocando perda de produção e ampliando a incerteza entre trabalhadores e produtores da região. Com a extratora fora de operação, frutos permanecem acumulados no pátio da unidade sem processamento, enquanto funcionários aguardam definição sobre a possível retomada dos trabalhos.
A interrupção atinge diretamente a cadeia produtiva do dendê, afetando fornecedores, prestadores de serviço e o comércio local. A redução na circulação de renda já é percebida no município, segundo relatos de moradores e trabalhadores ligados ao setor.

Impasse interno e judicial
A empresa vive um debate interno sobre o futuro das operações. Parte dos sócios defende a venda dos ativos e o encerramento das atividades, enquanto outro grupo sustenta a reestruturação e a reabertura da planta industrial como alternativa para preservar a produção e os postos de trabalho.
Paralelamente, a situação é discutida no âmbito do Poder Judiciário, em busca de alternativas para reorganização administrativa e financeira. O processo ocorre em meio ao aumento da pressão por parte de funcionários e fornecedores, que dependem da retomada das atividades para manutenção da renda.

Questões trabalhistas e impacto social
A paralisação também está associada a pendências trabalhistas. Há registros de atrasos salariais e dificuldades no cumprimento de obrigações legais, o que contribuiu para o agravamento da crise. A empresa já foi alvo de ações na Justiça do Trabalho, incluindo processos acompanhados pelo Ministério Público do Trabalho.
Diante do cenário, lideranças comunitárias defendem maior participação do poder público na mediação do conflito, com o objetivo de buscar soluções que evitem o fechamento definitivo da unidade. Para trabalhadores e moradores, a continuidade das atividades é considerada essencial para a manutenção dos empregos e da economia local.
Até o momento, não há prazo oficial para a retomada das operações.

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