Política

TH Joias vira réu por suspeita de ligação com Comando Vermelho

Ex-deputado e outros cinco acusados responderão por crimes relacionados a tráfico, armas, corrupção e organização criminosa

Por Estado do Pará Online
12/09/2026 às 13:49 • 3 min
TH Joias

Foto: Reprodução

A Justiça Federal tornou réu o ex-deputado estadual Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, em uma investigação sobre a atuação de um grupo suspeito de manter relações com o Comando Vermelho (CV). Outras cinco pessoas também foram incluídas na ação, que apura crimes envolvendo tráfico de drogas e armas, corrupção e organização criminosa.

TH Joias está preso desde setembro de 2025, quando foi alvo da Operação Zargun. Na época, ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) como suplente. Com o retorno do titular ao cargo após a prisão, ele deixou o mandato. Agora, o Tribunal Regional Federal (TRF) também determinou que o ex-parlamentar seja transferido para uma penitenciária federal.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) aponta TH Joias como um dos responsáveis pela interlocução entre integrantes do grupo criminoso e agentes públicos. A acusação sustenta ainda que ele teria participado de negociações de drogas, armas e equipamentos capazes de interferir na atuação de drones, além de utilizar o gabinete parlamentar para acomodar indicações ligadas à facção.

Também se tornaram réus Gabriel Dias de Oliveira, o “Índio”; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”; o empresário Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como “Dudu”; o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel. Pezão permanece foragido. Os demais tiveram a prisão preventiva mantida, com exceção de Stteel, que cumprirá prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e ficará afastado das funções na PF.

Segundo o MPF, o esquema investigado teria participado da aquisição e distribuição de armamentos vindos do Paraguai. Carracena é acusado de fornecer informações policiais em troca de vantagens, enquanto Stteel teria repassado dados sigilosos e atuado em benefício de integrantes do grupo mediante contrapartidas.

A Operação Zargun também provocou desdobramentos na política do Rio de Janeiro. Em dezembro de 2025, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), foi preso durante a Operação Unha e Carne sob suspeita de ter antecipado informações da investigação a TH Joias. Bacellar foi posteriormente libertado e pediu licença da presidência da Assembleia.

Com informações da Agência Brasil.

Leia também:

WhatsApp