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Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

Paralisação começou na noite de quinta-feira (10) após impasse nas negociações; sindicato do Pará está entre as entidades que aderiram ao movimento

Por Felipe Borges
11/09/2026 às 11:44 • 3 min

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação começou às 22h de quinta-feira (10), após assembleias realizadas pela categoria aprovarem o movimento. No Pará, o sindicato dos trabalhadores também aderiu à mobilização.

A greve ocorre durante a campanha salarial dos funcionários da estatal e foi deflagrada após as negociações com a empresa terminarem sem acordo. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) informou que continuará aberta ao diálogo para buscar uma solução para as reivindicações da categoria.

Plano de saúde está entre os pontos de impasse

Um dos principais pontos de divergência entre os trabalhadores e a direção dos Correios envolve o plano de saúde dos funcionários.

Segundo a Findect, a empresa pretende alterar sua condição de mantenedora do plano. A entidade afirma que a mudança está entre os motivos que levaram à mobilização nacional.

A federação também informou que pretende continuar as negociações para tentar chegar a um acordo que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

Pará está entre os estados que aderiram à paralisação

O SINCORT-PA, entidade que representa trabalhadores dos Correios no Pará, aparece na relação de sindicatos que aderiram à greve.

A lista divulgada pela Findect reúne entidades de diferentes estados e regiões do país, incluindo Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, entre outros.

A paralisação, portanto, tem abrangência nacional e não possui prazo definido para terminar.

Negociações

A greve marca uma nova etapa da campanha salarial dos trabalhadores dos Correios. Antes da paralisação, representantes da categoria participaram de rodadas de negociação com a empresa em busca de um acordo coletivo.

A própria Findect registrou, em 8 de setembro, que havia uma proposta apresentada pelos Correios para o acordo coletivo de trabalho. Segundo a entidade, a proposta previa avanço no reajuste e alterações em benefícios, mas as negociações não resultaram em um acordo que impedisse a paralisação.

Os Correios foram procurados para comentar a greve e os impactos da paralisação, mas, até a publicação das informações consultadas, ainda não haviam respondido.

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