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Vice-presidente dos EUA nega suborno após Trump prometer R$ 25 mil para os eleitores

J.D Vance defendeu o chamado “Dividendo Trump” e afirmou que pagamento seria uma forma de compartilhar receitas obtidas com tarifas

Por Felipe Borges
11/09/2026 às 09:41 • 3 min

Foto: The White House

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, defendeu nesta quinta-feira (10) a promessa feita pelo presidente Donald Trump de pagar US$ 5 mil, cerca de R$ 25,5 mil, a cada cidadão adulto americano caso o Partido Republicano vença as eleições de meio de mandato, em novembro.

Em entrevista à Fox News, Vance rejeitou a interpretação de que a proposta seria uma tentativa de comprar votos para garantir a permanência dos republicanos no controle do Congresso. Segundo ele, o pagamento seria uma forma de distribuir à população parte das receitas obtidas pelo governo com sua política comercial.

Vance defende chamado “Dividendo Trump”

A promessa foi anunciada por Trump na quarta-feira (9), durante uma convenção republicana em Dallas, no Texas. O presidente afirmou que concederia o valor caso os republicanos mantivessem o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.

Na entrevista, Vance afirmou que o governo estaria arrecadando valores significativos com as tarifas impostas a empresas e países estrangeiros. Ele classificou o pagamento como uma espécie de participação dos cidadãos nos ganhos obtidos pela política comercial do governo.

O vice-presidente também indicou que o benefício poderia ser direcionado principalmente aos trabalhadores americanos, o que abriria a possibilidade de que pessoas de alta renda fossem excluídas da medida.

Proposta pode custar US$ 1,3 trilhão

A promessa também enfrenta questionamentos sobre a viabilidade financeira. Os Estados Unidos têm aproximadamente 270 milhões de adultos. Caso todos recebessem os US$ 5 mil anunciados por Trump, o custo poderia chegar a cerca de US$ 1,3 trilhão.

Trump não detalhou de onde sairiam os recursos para financiar o programa nem informou quais seriam os critérios de elegibilidade ou quando os pagamentos seriam realizados.

Vance sugeriu que as receitas provenientes das tarifas poderiam ajudar a financiar a proposta. No entanto, estimativas recentes apontam que a arrecadação atual com tarifas seria insuficiente para cobrir o custo total dos pagamentos.

Promessa gera questionamentos legais

A proposta também provocou discussões sobre a possibilidade de caracterização como compra de votos. A legislação dos Estados Unidos proíbe oferecer dinheiro diretamente em troca do voto de uma pessoa.

No caso da proposta de Trump, porém, o pagamento anunciado não está condicionado ao voto individual em um candidato republicano. O benefício seria concedido caso o partido alcance determinado resultado nas eleições.

Ainda assim, a implementação dependeria de autorização do Congresso dos Estados Unidos, já que o presidente não pode, sozinho, determinar um gasto federal dessa magnitude.

Eleições de meio de mandato

As eleições de meio de mandato estão previstas para novembro e definirão a composição da Câmara dos Representantes e parte das cadeiras do Senado, além de cargos estaduais e locais.

A manutenção do controle republicano do Congresso é considerada importante para o segundo mandato de Trump, que vem utilizando a convenção do partido para mobilizar eleitores em torno das eleições.

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