Cidades

UFPA lamenta morte de Zélia Amador de Deus e decreta luto de três dias

Universidade destacou legado de mais de cinco décadas da professora, escritora e referência do movimento negro no Pará, que morreu nesta terça-feira (8)

Por Lucas Neves
08/09/2026 às 22:03 • 2 min
Universidade decretou luto oficial de três dias; professora, escritora e referência do movimento negro no Pará morreu nesta terça-feira (8)

Foto: Mídia Ninja

A Universidade Federal do Pará (UFPA) lamentou a morte de Zélia Amador de Deus, uma das principais referências da educação, da cultura e do movimento negro no estado. A professora morreu nesta terça-feira (8), aos 74 anos, após dedicar mais de cinco décadas à instituição.

Em uma homenagem publicada após a morte, a UFPA relembrou um dos momentos mais recentes da trajetória de Zélia na universidade: o plantio de um baobá no campus. A árvore foi colocada no solo na presença de amigos e familiares e passou a representar, para a instituição, parte do legado deixado pela professora.

Conhecido por sua longevidade e associado à ancestralidade e à memória de povos africanos e afrodescendentes, o baobá foi utilizado pela universidade como símbolo da trajetória de Zélia, marcada pela resistência, pela permanência e pela transmissão de conhecimento ao longo de gerações.

“Talvez poucas imagens pudessem sintetizar de maneira tão delicada a trajetória da professora. O baobá é uma árvore conhecida por atravessar o tempo. Associado à ancestralidade e à memória de povos africanos e afrodescendentes, guarda histórias de gerações e simboliza permanência, resistência e continuidade. Zélia também atravessou o tempo“, escreveu a Universidade.

A professora construiu uma carreira ligada à educação, à cultura e à defesa dos direitos da população negra. Além da atuação acadêmica, também se destacou como escritora, atriz e diretora de teatro, se tornando uma personalidade de grande importância para a cultura paraense.

Luto oficial

Diante da morte da professora, a UFPA decretou luto oficial de três dias. A universidade destacou a longa relação de Zélia com a instituição e a contribuição deixada por ela em diferentes áreas de atuação.

O velório será realizado no Teatro Experimental Waldemar Henrique, em Belém, a partir das 23h desta terça-feira (8).

A trajetória de Zélia Amador de Deus atravessou décadas e deixou marcas na universidade, na produção cultural e na luta pela valorização da população negra no Pará.

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