Cidades

Morre Zélia Amador de Deus, referência na defesa da população negra no Pará

Professora emérita da UFPA, paraense foi uma das fundadoras do Cedenpa e teve atuação marcada pela defesa das ações afirmativas e dos direitos quilombolas

Por Lucas Neves
08/09/2026 às 18:51 • 2 min
Professora emérita da UFPA, paraense foi uma das fundadoras do Cedenpa e teve atuação marcada pela defesa das ações afirmativas e dos direitos quilombolas

Divulgação

Morreu nesta terça-feira (8), aos 74 anos, Zélia Amador de Deus, professora universitária, escritora, atriz, diretora de teatro e uma das principais referências do movimento negro no Pará. Paraense, ela consolidou uma atuação de décadas dedicada à educação, à cultura e à luta pela garantia de direitos da população negra.

Na Universidade Federal do Pará (UFPA), Zélia ocupou diferentes espaços ao longo da carreira e chegou à vice-reitoria da instituição, entre 1993 e 1997. Em reconhecimento à contribuição acadêmica e social, recebeu em 2019 o título de professora emérita da universidade.

Fora do ambiente acadêmico, também teve papel de destaque na organização do movimento negro paraense. Zélia foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), entidade que atua na defesa dos direitos da população negra e no enfrentamento ao racismo.

Sua atuação também esteve ligada à defesa das comunidades quilombolas e à construção de políticas de ações afirmativas. Ao longo da vida, conciliou a carreira universitária com atividades culturais e militância, se tornando uma personalidade de destaque na história da luta antirracista no Pará.

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