Política

Lula chama Caso Master de “maior roubo da história do Brasil” e cobra investigação sem blindagem

Presidente afirma haver suspeitas de envolvimento de políticos e agentes públicos e pede atuação do STF e da PGR nas investigações

Por Lucas Neves
03/09/2026 às 22:44 • 2 min
Presidente Lula

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou na noite desta quinta-feira (3) sobre o Caso Master e classificou o episódio como “o maior roubo da história do Brasil”. Em comunicado, o presidente afirmou que milhões de pessoas de diferentes estados e municípios teriam sido prejudicadas e defendeu uma investigação ampla sobre o caso.

Lula também afirmou que o banqueiro apontado por ele como líder do esquema possui relações com pessoas consideradas poderosas. Segundo o presidente, foi durante seu governo que o banqueiro foi preso e o banco teve as atividades encerradas.

O presidente declarou ainda que existem suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” durante o andamento das investigações.

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Diante da gravidade do caso, Lula afirmou que a sociedade espera uma atuação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para garantir a integridade e a credibilidade das investigações.

“Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, declarou.

Lula também defendeu que autoridades e pessoas que ocupam funções públicas coloquem o interesse coletivo acima de interesses individuais.

“Sem blindagem de ninguém”

No comunicado, o presidente afirmou que o episódio demonstra a necessidade de mudanças nos sistemas político e judiciário brasileiros.

Para Lula, as investigações devem alcançar todos os envolvidos, independentemente de posição ou influência.

“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”, afirmou.

Ao final da manifestação, o presidente declarou que a população brasileira “tem o direito de saber a verdade” sobre o caso.

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