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Lito Sousa deixa hospital e passa a receber cuidados paliativos em casa

Criador de conteúdo, de 59 anos, foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob e terá acompanhamento integral de profissionais de saúde na residência.

Por Alexandre Alencar
03/09/2026 às 15:34 • 3 min
Criador de conteúdo, de 59 anos, foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob e terá acompanhamento integral de profissionais de saúde na residência

Reprodução/YouTube

Após permanecer mais de 20 dias internado, Lito Sousa recebeu alta hospitalar e passou a continuar o tratamento em casa. A residência onde o criador de conteúdo, de 59 anos, passou a viver foi adaptada para oferecer uma estrutura semelhante à encontrada durante a internação.

O térreo do imóvel foi reorganizado para receber equipamentos e profissionais de saúde. Enfermeiros se revezam em plantões que garantem assistência durante as 24 horas do dia, mantendo uma rotina de acompanhamento e suporte contínuo ao paciente.

Lito foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurológica rara associada à ação de proteínas anormais conhecidas como príons. Atualmente, não existe tratamento capaz de reverter a evolução da doença.

Com o diagnóstico, o criador de conteúdo passou a contar também com uma equipe especializada em cuidados paliativos. A alta do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, ocorreu na terça-feira (1º), mas não significa que a família tenha desistido de buscar alternativas terapêuticas.

Os familiares continuam tentando encontrar possibilidades de participação de Lito em estudos experimentais relacionados à doença. Paralelamente, a equipe médica mantém o acompanhamento necessário para garantir qualidade de vida e controle dos sintomas.

A adoção de cuidados paliativos, porém, costuma gerar interpretações equivocadas. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, esse tipo de assistência não significa necessariamente que o paciente esteja nos últimos dias de vida.

Os cuidados paliativos são voltados principalmente para o controle do sofrimento causado por doenças graves e podem ser iniciados em diferentes momentos da evolução de uma enfermidade. A abordagem também pode ocorrer simultaneamente aos tratamentos direcionados à própria doença.

Entre os objetivos está o controle de sintomas como dor, falta de ar, náusea, vômitos, cansaço, insônia e constipação. O atendimento também contempla aspectos emocionais e sociais, além de oferecer orientação e apoio aos familiares.

A proposta é que os cuidados paliativos funcionem de maneira integrada ao tratamento. Enquanto a equipe responsável pela doença continua acompanhando o paciente, os profissionais especializados nessa área atuam no controle dos sintomas, na comunicação com a família e no apoio às decisões relacionadas ao tratamento.

Essa abordagem também permite que o paciente participe das escolhas sobre os cuidados que deseja receber. Caso, em algum momento, opte por interromper tratamentos considerados mais agressivos, a decisão pode ser tomada de maneira consciente e com acompanhamento médico.

Quando os cuidados paliativos são iniciados precocemente, o paciente e a família têm mais tempo para discutir possibilidades, estabelecer prioridades e compreender as decisões que podem surgir ao longo da evolução da doença, sem a mesma pressão provocada por situações de emergência.

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