Eleições 2026

Instituto Vladimir Herzog alerta STF sobre risco de interferência dos EUA nas Eleições de 2026

Em carta enviada ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, entidade adverte sobre possível não reconhecimento do resultado presidencial pelo governo Donald Trump e pede blindagem às missões da OEA

Por Daniel Vinagre
01/09/2026 às 08:33 • 2 min

Foto: Fellipe Sampaio / stf

O presidente do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, enviou uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, alertando para o risco de ingerência do governo dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro de 2026. O documento foi formalmente entregue à Corte no dia 19 de agosto.

Segundo a entidade, interlocuções mantidas com lideranças políticas e representantes da sociedade civil norte-americana indicam uma tendência de acirramento da pressão externa e o risco de o governo do presidente Donald Trump não reconhecer o resultado das urnas na disputa pela Presidência da República.

“Já existe ingerência externa por parte dos Estados Unidos e há um indício muito forte de que, sim, a tendência seguirá nesta crescente com relação às eleições brasileiras para a presidência e o possível não reconhecimento do resultado ao pleito”, afirmou Sottili no documento.

A manifestação manifesta preocupação com o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA), órgão responsável pelo acompanhamento e auditoria de processos eleitorais no continente.

O instituto solicitou atuação preventiva das instituições brasileiras para assegurar que a OEA exerça o monitoramento com autonomia e rigor técnico, livre de pressões políticas externas.

O texto adverte o STF que eventuais questionamentos internacionais sobre o pleito não se restringem ao campo diplomático, mas representam um risco direto à estabilidade do Poder Judiciário. A avaliação é de que a contestação externa pode ser utilizada internamente para incentivar o descumprimento de decisões judiciais, afrontar a Constituição e sustentar discursos voltados à ruptura democrática.

Até o momento, o STF não emitiu pronunciamento oficial sobre o recebimento do documento.

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