Cidades

Prefeito de Muaná aparece em vídeo debochando do “Homem-Peixe” após travessia na Baía do Marajó

Vídeo foi gravado após a expedição que levou o ativista a percorrer milhares de quilômetros pelos rios da Amazônia

Por Elielson Almeida
31/08/2026 às 08:36 • 3 min

Vídeo mostra prefeito fazendo comentários sobre o atleta após episódio em que equipe perdeu contato visual durante travessia na Baía do Marajó (Foto: reprodução)

O prefeito de Muaná, Marcos Paulo Barbosa Pantoja, aparece em um vídeo fazendo comentários de deboche sobre o atleta e ativista ambiental colombiano Wilber Honório Muñoz, conhecido como “Homem-Peixe”, após a travessia a nado realizada pelo atleta na Baía do Marajó, no Pará.

A travessia fazia parte das etapas finais da expedição “Amazonas a Pulmão”, projeto realizado por Wilber para chamar atenção à preservação da Amazônia e à poluição dos rios. O percurso pela Baía do Marajó tinha aproximadamente 24 quilômetros e ocorreu na sexta-feira (28), quando o atleta saiu por volta das 4h da manhã acompanhado por uma equipe de apoio.

Durante o percurso, a equipe chegou a perder o contato visual com Wilber em meio às condições de baixa visibilidade provocadas pela forte maresia na região. Integrantes realizaram buscas com lanchas, jet skis e drone e percorreram diferentes pontos da baía. Horas depois, o atleta foi avistado próximo à Vila do Conde, em Barcarena.

Foi após esse episódio que o vídeo envolvendo o prefeito de Muaná passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, gravadas dentro de uma embarcação, Marcos Paulo comenta sobre o estado físico do atleta e afirma: “O Homem-Peixe tá muito cansado”. Em outro momento, diz: “O Homem-Peixe tá fraco, hein”.

Na sequência, o prefeito afirma que o atleta teria tentado “enganar” a equipe. “Vai para o lado de fazer o Homem-Peixe. Enganar nós”, diz Marcos Paulo no registro.

Outra pessoa que estava na embarcação também comenta sobre a travessia. “Ele queria enganar nós, que atravessou”, afirma. Em seguida, compara o percurso feito por Wilber com o deslocamento de uma embarcação equipada com dois motores e afirma que o trajeto levaria cerca de seis horas.

Travessia de 24 quilômetros

A travessia da Baía do Marajó foi uma das etapas mais desafiadoras da expedição de Wilber. O atleta colombiano chegou ao Pará depois de percorrer mais de 6,6 mil quilômetros a nado, em uma jornada que começou em Cusco, no Peru, passou pela Colômbia e seguiu pelo território brasileiro.

A equipe que acompanhava o atleta relatou dificuldades para manter o contato visual durante o percurso por causa da maresia. Em vídeos publicados nas redes sociais, integrantes demonstraram preocupação com o desaparecimento momentâneo e registraram as buscas realizadas em diferentes pontos da baía.

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Após a repercussão, o prefeito de Muaná, Marcos Paulo Barbosa Pantoja, afirmou que o vídeo não teve caráter pejorativo e que os comentários tinham como objetivo questionar a realização da travessia.

Segundo ele, a dúvida surgiu porque barcos da linha Muaná-Belém levam cerca de seis horas para atravessar a Baía do Marajó, mesmo com dois motores potentes, além do fato de a equipe ter perdido Wilber de vista durante o percurso.

O prefeito disse ainda respeitar e apoiar as causas ambientais e afirmou estar disponível para esclarecer dúvidas sobre o episódio.

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