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Pará lidera internações de crianças por acidentes no Brasil, aponta levantamento

Estado registrou 120 hospitalizações por 100 mil habitantes em 2025; quedas e queimaduras estão entre as principais causas de internação infantil

Por Júlia Ramos
29/08/2026 às 15:22 • 2 min

O Pará registrou a maior taxa de internações hospitalares de crianças e adolescentes de até 14 anos vítimas de acidentes no Brasil em 2025, segundo levantamento do Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS. Foram 120 hospitalizações para cada 100 mil habitantes, índice superior ao registrado no Tocantins (113) e no Maranhão (102).

Quedas e queimaduras foram as principais causas de internação nessa faixa etária em todo o país. Das 128,5 mil hospitalizações por acidentes mapeadas pelo projeto, mais de 55 mil foram provocadas por quedas, o equivalente a 43,4% do total, enquanto mais de 25 mil ocorreram em razão de queimaduras, responsáveis por 19,6%.

Ao todo, crianças e adolescentes de até 14 anos responderam por 162 mil das mais de 1,6 milhão de hospitalizações provocadas por acidentes registradas no Brasil em 2025. O levantamento utilizou dados do DataSUS.

Em números absolutos, São Paulo concentrou a maior quantidade de internações infantis relacionadas a acidentes, com 19.837 registros, seguido por Minas Gerais, com 12.183, e Paraná, com 10.708. O Pará se destaca principalmente quando os dados são comparados proporcionalmente ao tamanho da população.

Além das quedas e queimaduras, os acidentes de trânsito aparecem em terceiro lugar, com 12,6 mil internações, ou 9,9% do total analisado. Intoxicações somaram 4,2 mil casos, enquanto sufocações, afogamentos e acidentes com armas de fogo tiveram números menores.

Entre 2023 e 2025, o levantamento identificou crescimento de 7,7% nas internações de crianças e adolescentes provocadas por acidentes. Só entre 2024 e 2025, a alta foi de 5,4%, com os maiores aumentos registrados nos casos de intoxicação, sufocação e queimaduras.

Segundo o relatório, mais de 90% dos acidentes envolvendo crianças e adolescentes são evitáveis. A entidade defende o reforço de campanhas educativas, a adaptação de ambientes para reduzir riscos e maior atenção dos responsáveis como medidas para prevenir hospitalizações, sequelas e mortes.

Com informações de Agência Brasil

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