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Academia do Peixe Frito resgata memória literária de Belém

Programação gratuita reúne literatura, história e patrimônio paraense em atividades no centro histórico da capital

Por Kaio Rodrigues
08/08/2026 às 16:01 • 3 min
Academia do Peixe Frito resgata memória literária de Belém

Divulgação

O movimento Academia do Peixe Frito será revisitado em Belém nos dias 15 e 16 de agosto, com atividades gratuitas que aproximam literatura, história e patrimônio cultural.

A programação começa no sábado (15), com o Workshop de Gêneros Literários – Academia do Peixe Frito: Poéticas de um Modernismo Amazônico, conduzido pelo escritor e professor Felipe Cruz, no Fórum Landi.

O encontro vai abordar o contexto histórico do movimento, os principais autores e a contribuição para uma literatura amazônica crítica e popular. Também haverá leitura de textos e exercícios de escrita criativa.

“Espero que os participantes levem consigo novos olhares para a nossa literatura e outras compreensões sobre o fazer o literário, encarando a atividade poética como algo acessível a todos”, diz Felipe Cruz.

Na abertura, também será exibido o documentário Geração Peixe Frito (2019), dirigido por Paulo Nunes e Vânia Torres. Paulo Nunes participará on-line da programação.

No domingo (16), será a vez de uma aula pública conduzida pelo historiador e comunicador Michel Pinho, com um percurso pelo centro histórico de Belém.

A caminhada começa no Palácio Lauro Sodré, atual Museu Histórico do Estado do Pará, e termina no Complexo dos Mercedários, passando por locais relacionados à história do movimento e às transformações da capital.

“A própria discussão em torno da Academia do Peixe Frito revela um lugar específico na construção da identidade paraense. Não é só a percepção que a literatura assume nesse período, mas também os temas que passam a fazer parte dela, como a religiosidade, a latinidade e as transformações sociais e populares, muito bem retratadas pelos literatos da época.”

O percurso inclui referências à trajetória de Bruno de Menezes e termina no Ver-o-Peso, espaço que aparece como cenário importante para as vivências que inspiraram obras de integrantes da Academia.

As atividades integram a programação do Dia do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto, e fazem parte do projeto Academia do Peixe Frito – Poéticas de um Modernismo Amazônico, desenvolvido pelo programa Palavra Viva.

Para Gabriela Sobral, diretora da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, a iniciativa ajuda a aproximar o público de referências importantes da cultura regional.

“Ao realizar o workshop com o escritor e professor Felipe Cruz e a aula pública conduzida pelo professor Michel Pinho sobre a Academia do Peixe Frito, a Casa da Cultura reafirma o compromisso de aproximar a comunidade de referências fundamentais da cultura amazônica. Essas ações ampliam o acesso ao conhecimento, valorizam um dos mais importantes movimentos intelectuais da Amazônia paraense e contribuem para que esse legado continue inspirando novas gerações.”

Academia do Peixe Frito resgata memória literária de Belém
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Serviço: o workshop será no dia 15, das 8h às 10h30, no Fórum Landi, na Cidade Velha. As inscrições são gratuitas. A aula pública ocorre no dia 16, às 8h, com saída do Museu Histórico do Estado do Pará e encerramento no Complexo dos Mercedários.

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