Cidades

Médico é preso por suspeita de estuprar adolescente durante consulta em Paragominas

Investigação aponta que a vítima sofreu graves impactos psicológicos após o suposto abuso; outras mulheres também procuraram a polícia

Por Elielson Almeida
07/08/2026 às 15:29 • 2 min

Além da denúncia que motivou a prisão, outras mulheres procuraram a delegacia para relatar supostos episódios semelhantes. (Foto: reprodução)

A Polícia Civil prendeu preventivamente um médico investigado pelos crimes de estupro e violência psicológica contra uma adolescente de 17 anos em Paragominas, no sudeste do Pará. O mandado foi cumprido por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), que conduz as investigações.

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De acordo com a corporação, o inquérito foi instaurado após a adolescente denunciar que teria sido vítima de abuso durante uma consulta médica realizada em maio deste ano. Conforme a investigação, o profissional teria praticado atos de natureza sexual sem o consentimento da paciente durante o atendimento.

A Polícia Civil informou que a jovem fazia tratamento médico e utilizava medicamentos controlados prescritos pelo investigado. Ainda segundo a apuração, após o episódio, ela apresentou agravamento do quadro psicológico, chegando a praticar automutilação e a tentar tirar a própria vida por meio da ingestão de medicamentos.

O médico, identificado pela polícia como Neviton, também é investigado por outro caso envolvendo uma paciente, registrado em 2023. Além disso, conforme a Polícia Civil, embora ele se apresentasse como especialista em psiquiatria e sexologia clínica, essas especialidades não constam em seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA). Após a divulgação da prisão, outras mulheres procuraram a Deaca para relatar supostos episódios semelhantes envolvendo o investigado.

Em nota, a Polícia Civil informou que o médico permanece à disposição da Justiça. A corporação afirmou que testemunhas e possíveis vítimas continuam sendo ouvidas e que perícias foram solicitadas para auxiliar na apuração dos fatos.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) informou que instaurará procedimento para apurar a denúncia envolvendo o profissional. O órgão ressaltou que eventuais sindicâncias e processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional.

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