Cidades

UFPA desenvolve tecnologia que transforma garrafas PET em filamento para impressão 3D

O equipamento foi apresentado durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na última semana, em Niterói (RJ), como exemplo do potencial da pesquisa científica produzida na Amazônia

Por Sarah Carvalho
06/08/2026 às 10:06 • 3 min

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveram uma tecnologia capaz de transformar garrafas PET descartadas em filamento para impressão 3D, unindo sustentabilidade, inovação e geração de renda. O equipamento foi apresentado durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na última semana, em Niterói (RJ), como exemplo do potencial da pesquisa científica produzida na Amazônia.

Coordenado pelo professor Wellington Fonseca, o projeto utiliza um processo simples: as garrafas PET são cortadas em fitas, aquecidas a cerca de 215 °C e convertidas em filamentos plásticos, que podem ser utilizados em impressoras 3D para a fabricação de diversos objetos, como utensílios, peças e materiais educativos.

Segundo o professor, a participação na SBPC permitiu destacar a capacidade de inovação desenvolvida por pesquisadores da região Norte.

“Apresentar essa tecnologia na SBPC é uma oportunidade de mostrar a força da ciência produzida na Amazônia por amazônidas. Conseguimos provar que a inovação desenvolvida dentro da UFPA não apenas responde aos desafios ecológicos locais, mas também entrega soluções tecnológicas acessíveis e de alto impacto para todo o Brasil. Na impressão 3D, a imaginação é o limite, e usar um resíduo como o PET para dar vida a novas ideias é unir preservação ambiental e futuro”, afirmou Wellington Fonseca.

Parceria amplia impacto social

A tecnologia também passou a integrar o Projeto Promares, desenvolvido em parceria com a professora Angélica Di Maio, da Universidade Federal Fluminense (UFF), voltado à proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros.

Como parte da colaboração, a equipe da UFPA construiu e entregou um equipamento para a UFF, que atualmente é utilizado em atividades de capacitação e inclusão social com mulheres e jovens da Associação de Mulheres e Meninas da Comunidade da Mangueira, no Rio de Janeiro.

Além de contribuir para a redução do descarte de resíduos plásticos, a iniciativa promove os princípios da economia circular ao reaproveitar materiais que seriam descartados, estimular a economia criativa e capacitar comunidades em situação de vulnerabilidade para a geração de renda por meio da impressão 3D.

A proposta reforça o potencial da ciência produzida na Amazônia na criação de soluções sustentáveis com impactos ambientais, tecnológicos e sociais que podem ser aplicados em diferentes regiões do país.

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