Cidades

Preso por matar jovem em Santarém disse que cometeu crime porque “deu vontade”, afirma Polícia Civil

Dayse Diniz tinha 25 anos e deixa uma filha

Por Sarah Carvalho
30/07/2026 às 15:40 • 3 min

Reprodução redes sociais

O homem preso pela morte de Dayse Diniz, de 25 anos, afirmou em depoimento à Polícia Civil que matou a jovem porque “deu vontade”. A informação foi divulgada pela delegada responsável pelo caso durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (29).

Segundo a delegada Milla Moura, João Pedro Santos, que já era condenado por outro feminicídio e estava foragido da Justiça, declarou que aproveitou a oportunidade por se tratar de uma mulher.

“Ele falou que deu vontade, era oportunidade, era uma mulher”, afirmou a delegada.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito também negou ter cometido violência sexual contra a vítima e disse que apenas a enforcou.

As informações preliminares da perícia realizada pela Polícia Científica no local onde o corpo foi encontrado não apontaram indícios aparentes de violência sexual. No entanto, a polícia ressalta que a confirmação da causa da morte e a eventual ocorrência de violência sexual dependerão da conclusão dos exames periciais.

Suspeito era foragido por outro feminicídio

João Pedro Santos foi preso após confessar o assassinato de Dayse Diniz, que estava desaparecida desde a noite da última quinta-feira (23). O corpo da jovem foi localizado nesta quarta-feira (29), em uma área de mata na comunidade São Brás, na região do Eixo Forte, em Santarém, no oeste do Pará.

Segundo as investigações, o suspeito já havia sido condenado pelo feminicídio de outra mulher no município de Uruará e estava foragido do sistema prisional.

A Polícia Civil informou ainda que João Pedro tentou dificultar as investigações ao fornecer um nome falso após a prisão. Antes disso, ele teria cometido um assalto sem utilizar arma de fogo com o objetivo de ser preso e criar um álibi, acreditando que permaneceria sob custódia e afastado de possíveis represálias da população.

A verdadeira identidade foi confirmada após o trabalho das equipes de inteligência da Polícia Civil.

Durante o interrogatório, o investigado confessou o crime, indicou o local onde havia escondido o corpo e afirmou que não conhecia a vítima. Segundo a polícia, ele relatou que havia ingerido bebida alcoólica em uma chácara na comunidade São Brás antes do assassinato.

João Pedro responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, além de cumprir a pena referente à condenação anterior. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar as investigações e esclarecer todas as circunstâncias do crime.

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