Política

EUA planejam enviar missão ao Brasil para questionar urnas eletrônicas, diz jornal

Segundo apuração do The Washington Post, enviados da Casa Branca pretendem elaborar parecer contrário à transparência do processo eleitoral.

Por Estado do Pará Online
25/07/2026 às 11:08 • 2 min

Uma delegação do Departamento de Estado dos Estados Unidos planeja desembarcar em Brasília poucas semanas antes das eleições presidenciais de outubro. A iniciativa da Casa Branca busca colocar sob suspeita a transparência do sistema de votação do país. As informações constam em apuração divulgada pelo jornal norte-americano The Washington Post.

​Os enviados escolhidos para a missão na capital federal são os diplomatas Riley M. Barnes e Samuel Samson. O grupo pretende se reunir com opositores locais para elaborar um parecer contrário à lisura das urnas eletrônicas. Em resposta ao periódico, o governo norte-americano confirmou a viagem, mas se esquivou de esclarecer o objetivo do encontro.

​A movimentação causou forte reação nos bastidores do Itamaraty contra a ingerência em assuntos internos. Representantes do governo brasileiro consideram a manobra incompatível com as regras democráticas e prometeram agir para blindar o processo eleitoral. O episódio eleva a tensão diplomática entre as nações, que já enfrentam divergências sobre tarifas comerciais e liberdade de expressão.

​A investida contra as urnas contradiz a postura mantida pela diplomacia de Washington nas eleições de 2022. Naquela oportunidade, as autoridades americanas atuaram de forma direta para respaldar as instituições e assegurar a estabilidade do certame. A guinada na conduta externa evidencia o apoio ostensivo do atual governo norte-americano a movimentos de extrema-direita no continente.

​Especialistas e observadores da Organização dos Estados Americanos reiteram que o modelo de votação do Brasil é seguro e auditável. Desde 2018, auditorias independentes atestam de forma inequívoca a ausência de fraudes nas urnas eletrônicas. O Tribunal Superior Eleitoral desmentiu novamente os discursos da oposição que tentam desacreditar a apuração.

​O direcionamento político dos Estados Unidos também se reflete em parcerias e financiamentos para aliados ideológicos na Argentina, Honduras e Colômbia. No cenário colombiano, o comportamento de Washington variou conforme o alinhamento partidário das lideranças locais. Enquanto questionamentos de governantes de esquerda recebem reprimendas, narrativas conservadoras ganham tração e suporte da Casa Branca.

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