Flávio Dino dá 30 dias para Congresso explicar irregularidades na destinação de emendas parlamentares

Flávio Dino dá 30 dias para Congresso explicar irregularidades na destinação de emendas parlamentares

Ministro afirmou que é "totalmente anômalo" que ex-parlamentares continuem influenciando a destinação de emendas

Ministro do STF também cobrou esclarecimentos sobre o uso de recursos da saúde e criticou a chamada "terceirização de emendas". (Foto: Gustavo Moreno/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, deu prazo de 30 dias para que o Congresso Nacional apresente esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares. A decisão foi publicada nesta terça-feira (14) e critica o que o magistrado classificou como “terceirização de emendas”.

Na decisão, Dino afirma que é “totalmente anômalo” que ex-parlamentares continuem indicando a destinação de recursos públicos, mesmo sem exercer mandato. O ministro também considerou que essa prática pode violar os princípios da moralidade, legalidade e finalidade na administração pública.

Além do Congresso, o ministro determinou que o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Advocacia-Geral da União (AGU) prestem esclarecimentos sobre irregularidades apontadas em auditorias relacionadas ao uso de emendas parlamentares na área da saúde.

A decisão ocorre poucos dias após Flávio Dino determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha. As medidas foram fundamentadas na suspeita de que ambos teriam influenciado a destinação de emendas parlamentares mesmo sem mandato eletivo.

Relator da ação que trata da transparência e da rastreabilidade das emendas parlamentares, Dino conduz o processo que busca garantir maior controle sobre a aplicação desses recursos. Desde 2022, o STF vem adotando medidas para ampliar a transparência na distribuição das chamadas emendas parlamentares, após as decisões relacionadas ao chamado “orçamento secreto”.

Com informações da Agência Brasil*

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