Meio Ambiente

Comunidades apresentam soluções de enfrentamento à crise climática em 14 municípios do Pará

Por Estado do Pará Online
07/07/2026 às 12:07 • 3 min

Foto: divulgação

Lideranças indígenas, quilombolas, ribeirinhas, agroextrativistas e agricultoras familiares se reúnem nesta terça-feira (07) para apresentar experiências comunitárias de enfrentamento à crise climática desenvolvidas em 14 municípios do Pará.

O encontro “Amazônia Comunitária” marca o encerramento de um projeto realizado pela Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) nos territórios do Baixo Tocantins e do nordeste paraense.

Ao longo de quatro anos, a iniciativa fortaleceu redes de defesa dos territórios, ampliou práticas de produção agroecológica e apoiou a organização de mulheres, além de ações comunitárias de proteção das florestas, das águas e dos modos de vida tradicionais.

Participam do encontro representantes de municípios como Abaetetuba, Barcarena, Igarapé-Miri, Moju, Baião, Cametá, Marabá, Jacundá e Canaã dos Carajás. Nesses territórios, as comunidades convivem com conflitos fundiários, perda da biodiversidade, contaminação de rios e expansão de atividades como mineração e monocultivos de soja e dendê, além da instalação de grandes projetos de infraestrutura.

Diante desse cenário, as experiências apresentadas incluem sistemas agroextrativistas, produção de alimentos saudáveis, elaboração de planos comunitários de gestão territorial e iniciativas de preservação das florestas e dos recursos hídricos.

Mulheres e agroecologia estão entre os eixos

As ações também envolvem a organização de mulheres para geração de renda, fortalecimento da autonomia econômica e enfrentamento da violência.

Segundo a Fase, os resultados do projeto estão concentrados em três frentes consideradas estratégicas para o futuro da Amazônia: defesa dos territórios, autonomia das mulheres e fortalecimento da agroecologia e da soberania alimentar.

Para a coordenadora da Fase Amazônia, Sara Pereira, as experiências demonstram que os territórios tradicionais desempenham papel fundamental na adaptação às mudanças climáticas.

De acordo com ela, além de conservar a biodiversidade e os recursos hídricos, essas comunidades contribuem para a produção de alimentos e para a segurança alimentar da população.

Foto: divulgação

Encontro reúne movimentos e poder público

Um dos principais momentos da programação será a mesa “Entre marés e florestas: são os povos que garantem clima, água e alimento”.

A atividade reunirá lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais, integrantes do Ministério Público e gestores públicos para discutir o papel dos povos tradicionais na elaboração de políticas de enfrentamento à crise climática.

O encontro contará ainda com rodas de diálogo e uma feira de exposição de produtos da sociobiodiversidade produzidos pelas comunidades participantes.

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