Cidades

Acusado de matar companheira com corrente de bicicleta é condenado a 36 anos de prisão em Belém

Por Estado do Pará Online
02/07/2026 às 22:08 • 3 min

Reproução/ Tv Liberal

O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (2), Vanderlei Aviz de Brito a 36 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da companheira, Adriana da Conceição Façanha Rodrigues, de 40 anos. Além da pena de reclusão, ele também foi condenado ao pagamento de 10 dias-multa.

O julgamento ocorreu no Fórum Criminal de Belém, no bairro da Cidade Velha. Vanderlei respondia preso preventivamente pelo crime, ocorrido em 2025. Ao final da sessão, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu que o homicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, caracterizando o feminicídio.

Como ocorreu o julgamento

A sessão teve início na manhã desta quinta-feira. Durante a instrução, foram ouvidas a mãe e uma das filhas de Adriana, além de um policial civil que participou das investigações.

Em depoimento, a mãe da vítima afirmou que mantinha uma boa relação com o acusado e chegou a ajudá-lo diversas vezes. Em um dos momentos mais emocionantes do julgamento, declarou que recebeu “uma punhalada de retribuição” ao descobrir que a filha havia sido morta.

Já a filha de Adriana relatou aos jurados que o acusado costumava dizer que tiraria a própria vida caso a companheira decidisse encerrar o relacionamento.

O policial civil ouvido em plenário explicou que a investigação teve início após o registro do desaparecimento da vítima. Dias depois, segundo o depoimento, Vanderlei se apresentou à polícia, confessou o crime e indicou o local onde o corpo havia sido enterrado, em uma área de mata na antiga estrada de Outeiro, no distrito de Icoaraci. A partir desse momento, o caso passou a ser tratado como feminicídio.

Acusação e defesa

Durante os debates, o Ministério Público sustentou que o crime foi praticado em razão da condição de mulher da vítima e em contexto de violência doméstica e familiar, defendendo a condenação do acusado por feminicídio. No interrogatório, Vanderlei apresentou sua versão dos fatos. Ele afirmou que foi a própria Adriana quem pediu para ser levada de bicicleta até a área de mata onde o crime ocorreu.

Segundo o réu, no local a companheira teria revelado suposto envolvimento com o tráfico de drogas e com uma facção criminosa. Ele alegou que os dois entraram em luta corporal e que, durante o confronto, utilizou a corrente da bicicleta para asfixiá-la.

Ainda em depoimento, Vanderlei afirmou estar arrependido do crime e disse que se converteu à igreja durante o período em que permaneceu preso. Ao final de suas declarações, pediu uma nova oportunidade à Justiça.

Entenda o caso

Adriana da Conceição Façanha Rodrigues desapareceu em 2025 e foi encontrada morta três dias depois em uma área de mata na antiga estrada de Outeiro, em Icoaraci.

De acordo com a investigação, Vanderlei Aviz de Brito, companheiro da vítima havia cerca de três anos, procurou a polícia, confessou o assassinato e indicou onde havia escondido o corpo. As investigações apontaram que Adriana foi morta por estrangulamento com uma corrente utilizada em uma bicicleta.

Com a decisão do Conselho de Sentença, Vanderlei foi condenado a 36 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de 10 dias de multa.

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