Cidades

Exibição de conteúdo pornográfico em televisão de órgão público repercute em Oriximiná

Por Ludmila Viana
20/06/2026 às 18:13 • 3 min

Reprodução/ Redes sociais

Um vídeo que mostra imagens de conteúdo pornográfico sendo exibidas em uma televisão instalada dentro de um prédio público em Oriximiná, no oeste do Pará, passou a circular nas redes sociais e gerou repercussão no município. Após o caso ganhar visibilidade, o Conselho Tutelar divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que não teve participação no episódio e que já solicitou a adoção das medidas cabíveis para apuração dos fatos.

Nas imagens compartilhadas nas redes sociais, o conteúdo aparece sendo exibido em uma televisão localizada no interior do prédio onde funciona o Conselho Tutelar. O registro teria sido feito por uma pessoa que estava do lado de fora do imóvel.

Em nota, o Conselho Tutelar informou que os conselheiros exercem suas atividades em regime de plantão e sobreaviso, permanecendo presencialmente na sede até as 18h30. Segundo o órgão, durante o período noturno os profissionais ficam disponíveis para atendimento pelos canais oficiais, mas não permanecem fisicamente no local.

O Conselho também manifestou repúdio ao ocorrido e afirmou que não compactua com qualquer conduta que contrarie a finalidade pública do espaço. Na nota, o órgão ressaltou que os conselheiros tutelares não possuem relação com o episódio e lamentou que o caso tenha gerado associações envolvendo os profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes.

Ainda de acordo com o comunicado, medidas administrativas já foram solicitadas aos órgãos competentes para que a situação seja devidamente investigada.

O caso também foi comentado pelo representante do Conselho Tutelar de Oriximiná, pastor Everaldo, e pelo diretor de segurança dos vigias, Lino Albuquerque, em entrevista ao Gracildo Notícias. Eles afirmaram que providências já estão sendo adotadas, incluindo a transferência do vigia, como parte das medidas para apurar os fatos. As autoridades reforçaram ainda o pedido para que a população evite compartilhar o vídeo, destacando a necessidade de responsabilidade no tratamento do caso. Ambos ressaltaram o compromisso das instituições com a proteção de crianças e adolescentes e com o cumprimento das normas legais.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais medidas disciplinares ou sobre a conclusão das apurações relacionadas ao caso.

Leia também:

WhatsApp